Saúde Divina

O reconhecimento da presença divina em todas as coisas — onipresença — por meio de pensamentos e palavras repercute no corpo físico e no mundo ao redor. Assim, podemos criar o hábito de abençoar diariamente nossos corpos com o pensamento de saúde renovada.

O poder da bênção não conhece limites e pode ser aplicado com sucesso a todas as áreas da vida. — Catherine Ponder

Podemos declarar frequentemente:

“Abençoo a saúde”

“Dou graças porque meu corpo é um templo do Deus vivo”

“Agora louvo, abençoo e glorifico a saúde divina”

Se preferir, você também pode ouvir a música a seguir no YouTube para se inspirar (ative as legendas para acompanhar a letra):

E, ainda nesse tema de saúde, preparamos uma música para acompanhar o artigo sobre suavizar aquilo que nos torna rígidos e inflexíveis.

Um abraço 🌿

Libertar o outro dentro de nós para nos libertar

Na literatura metafísica, é conhecida a ideia de que libertar alguém — mental e emocionalmente — é uma forma de se libertar também.

Catherine Ponder, pastora e autora de livros sobre prosperidade e cura espiritual, diz que a maioria dos problemas nos relacionamentos humanos se dissolveria se as pessoas praticassem libertar os outros, em vez de tentar moldá-los de acordo com sua própria vontade ou expectativa. Ela explica assim:

Sempre que você se sentir preso a outra pessoa — às suas atitudes, comportamentos ou modo de vida — é porque você a prendeu a si mesmo. Você mesmo possui a chave da sua liberdade. Você gira essa chave quando libera a pessoa, ou a situação que vinha ressentindo ou condenando.

O método havaiano de solucionar problemas — Ho’oponopono — apresenta uma ideia similar. Quando tentamos forçar alguém a ser como queremos, podemos estar criando ou agravando um problema, pois não existe nada “lá fora”. Tudo está acontecendo dentro de nós. Aquilo que percebemos lá fora como um problema é o efeito de uma memória que se reapresenta. Nossa missão é reconhecer, assumir responsabilidade e dar início ao processo de transformação das energias associadas a essas memórias. Joe Vitale, no livro Limite Zero, resume assim:

Basta dizer que sempre que quiser melhorar qualquer coisa na sua vida, desde as finanças até os relacionamentos, você só precisa procurar em um único lugar: dentro de si mesmo.

Quando os ensinamentos de Jesus Cristo são interpretados a partir do aramaico, seu idioma original, descobrimos que, em sua época, havia uma noção diferente sobre o que está dentro e o que está fora de nós. Neil Douglas-Klotz, professor e autor de A Mensagem Viva de Jesus, explica que a comunhão com Deus e a escolha de se libertar do passado podem trazer nosso coração de volta ao seu estado saudável. Ele diz assim:

O ato de soltar pode ocorrer ao longo do tempo ou instantaneamente. Se antes nos unirmos à nossa alma-ruha, poderemos extrair dela todo amor, vida e luz que já são nossos, neste momento, desde que lhes deixemos espaço livre. Então, esse fogo de amor consome todas as cordas e nós desgastados.

Podemos dizer que a libertação envolve basicamente:

  1. Entrar em comunhão com o divino.
  2. Fazer afirmações de amor, perdão e libertação.
  3. Não reagir inconscientemente, para não reforçar os padrões do passado que aprisionam.

Assim, ao libertar o outro dentro de nós, também abrimos espaço para nossa própria libertação.

Vamos praticar?

Ho’oponopono e prosperidade

Neste artigo vamos falar sobre o Ho’oponopono — método havaiano de resolução de problemas — e sua visão sobre prosperidade.

O objetivo do Ho’oponopono é a liberdade do passado, o chamado “estado zero”, quando a inspiração pode fluir livremente em nós, sem a interferência das memórias.

Por meio de ferramentas como a repetição das frases “Eu te amo” e “Obrigado”, fazemos uma petição à Divindade — a fonte do amor — para neutralizar a energia associada a pessoas, coisas e lugares. Isso inclui, por exemplo, as emoções que sentimos em relação ao dinheiro, à riqueza e às dívidas. Como é explicado no livro Limite Zero, podemos escolher o que queremos, mas é a Divindade que decide o que é melhor para nós.

O Ho’oponopono não se baseia em imaginação ou visualização para alcançar o que se deseja. Ele parte do princípio de que as memórias inconscientes são a causa dos bloqueios que nos impedem de receber o nosso bem maior — saúde, felicidade, riqueza, etc.

Os problemas são memórias que estão sendo reencenadas. As memórias são programas. Elas não são apenas suas. São compartilhadas. A maneira de liberar a memória é enviando amor para a Divindade. Esta escuta e responde, mas da maneira que é melhor para todos, no momento certo para vocês. Vocês escolhem, mas não decidem. Quem decide é a Divindade. — Ihaleakala Hew Len

Deus conhece nossas necessidades melhor do que nós. Então, em vez de ficarmos ansiosos e preocupados, podemos relaxar.

Muitos me questionam sobre viver sem objetivos e sem fazer planos. “E os nossos desejos e sonhos, Mabel?”, me dizem. Não se trata de não os ter. Podemos ter desejos, mas não devemos nos apegar a eles. Não dependemos da realização deles para sermos felizes. Assim percebemos que os desejos e planos de Deus para nós são muito melhores do que imaginávamos. — Mabel Katz

Para saber mais, consulte:

Até breve!

O que acontece na transformação espiritual

Neste artigo vamos falar sobre alguns dos principais aspectos da transformação espiritual que ocorre em nós.

A presença divina

Em algum momento de nossa jornada terrena há um despertar de amor no coração e começamos a reconhecer a presença divina. Conforme nos habituamos a perceber que o divino é a presença em tudo — inclusive no que chamamos de “eu”, nosso corpo físico, mental e emocional —, uma mudança começa a acontecer na forma como percebemos a realidade.

Amor próprio e passado emocional

Acolhemos com amor o “eu” e suas partes — vozes e reações — que são resultado do passado emocional. Alguns exemplos de vozes comuns que podem surgir como narrativas mentais são: “Não sou bom o bastante”, “Tenho medo”, “Não sou valorizado”, “Fui abandonado (ou injustiçado, humilhado, rejeitado, traído)”. Culpa, condenações e julgamentos também são efeitos do passado que podem nos afetar no presente. Trazemos essas memórias para a luz divina, sem lutar contra elas.

O mundo reflete o que há em mim

Algumas dessas vozes internas não acolhidas podem aparecer externamente na forma de pessoas próximas — “vizinhos” — ou como situações que se repetem em nossa vida. Cabe a mim reconhecê-las, aceitá-las e acolhê-las.

Confiança espiritual

Percebemos que estamos conscientes apenas de uma pequena parte do que está acontecendo conosco. A divindade sabe de tudo — onisciência. Aprendemos a confiar e a relaxar enquanto energias do passado são transmutadas.

Esquecimento e rigidez

Precisamos lembrar de nossa humanidade e da ligação que temos com o divino e com a natureza. Também precisamos suavizar aquilo que nos torna rígidos. Dessa forma evoluímos e liberamos o poder do cosmos presente dentro de nós.

Práticas espirituais

É comum buscarmos algum tipo de prática espiritual quando nos conscientizamos de que estamos passando por uma transformação profunda. Podemos ser inspirados nessas práticas por uma religião, filosofia ou comunidade espiritual. Qualquer que seja a prática escolhida, é sempre nossa alma indicando o caminho a seguir.

Comunidade

Participar de algum tipo de comunidade espiritual é muito importante. É uma forma de aprender, compartilhar experiências e se inspirar. Esse é um dos propósitos deste blog.

Um abraço!

Somos perfeitos como somos

Louise Hay, em Como Amar a Si Mesmo: Devocional Diário, nos lembra que somos a expressão perfeita da vida e que não precisamos provar nada a ninguém. Ela diz:

Você é perfeito como é, aqui e agora. Você é suficiente. Você e a Vida são um só. Não há necessidade de lutar para ser melhor. Tudo que você precisa fazer é amar a si mesmo hoje mais do que ontem e tratar-se como alguém profundamente amado.

A autora explica que o amor é o alimento de que precisamos para alcançar nossa grandeza e que, conforme aprendemos a nos amar mais, também aprendemos a amar mais a todos. Ela complementa:

Juntos, alimentamos com amor um mundo cada vez mais belo. Somos todos curados, e o planeta também é curado. Com alegria, reconhecemos nossa perfeição e a perfeição da Vida. E é assim que deve ser.

Um abraço!

Coração — a porta para a alma

Podemos compreender a alma como a presença divina em nós. Quando estamos conscientes dela, vivenciamos um estado de união sagrada com tudo o que existe. Vamos refletir mais sobre essa ideia.

Joel Goldsmith, autor de Praticando a Presença, explica que o coração é o símbolo do amor e que nele repousa a presença espiritual — o Cristo interior. Cabe a nós nutrir essa união com a dimensão espiritual que aguarda nosso reconhecimento. Sinta essa presença suave e permita que ela cuide de você.

No livro Ensinamentos Espirituais, um discípulo pergunta ao mestre indiano Ramana Maharshi sobre o coração como sede da consciência — o Eu superior — localizado no corpo físico, no tórax, dois dedos à direita. Em sua resposta, o sábio explica que o Coração é o âmago do ser, o centro da experiência espiritual. Embora não se limite ao órgão muscular conhecido, o Coração é a consciência pura que tudo inclui — nada está fora ou separado dela.

Neil Douglas-Klotz, autor de A Mensagem Viva de Jesus, afirma que o coração é a porta para a alma. Ele explica que a oração original de Jesus, em aramaico, nos leva a considerar o “coração que sente” — o lugar que os místicos de todas as tradições chamam de templo interior.

Abrindo a porta

Você pode experimentar uma prática simples. Em um momento de tranquilidade, coloque a atenção na região do coração e sinta sua respiração. Permaneça com essa consciência corporal em silêncio. Pratique por alguns dias e observe os efeitos. Se desejar, compartilhe sua experiência conosco aqui no blog.

Um abraço!

Suavizando a rigidez

Hoje vamos refletir sobre a importância de suavizar aquilo que nos torna rígidos e inflexíveis. Essa rigidez pode nos afastar do que desejamos manifestar em nossa experiência.

A rigidez funciona como uma máscara. Geralmente é resultado de uma ferida emocional. Reagimos condicionados pelo passado, tentando nos proteger do que acreditamos que pode nos atingir ou prejudicar. No entanto, como já sabemos, certas reações acabam gerando arrependimento quando não percebemos a influência de emoções antigas.

Quando me torno consciente dessa rigidez condicionada, posso mudar minha forma de reagir. Posso agir com clareza, em vez de apenas reagir. Assim, o ciclo de uma reação após a outra começa a se quebrar.

Respire e permita que a rigidez se suavize

Nossa respiração está unida à respiração de todo o cosmos. Ao levar a atenção para a própria respiração na região do coração, algo sutil acontece. Abrimos espaço para que o brilho espiritual irradie, influenciando a maneira como pensamos, sentimos e agimos. Assim, já não ficamos identificados com um pequeno e rígido “eu”.

Dessa forma, podemos oferecer a melhor resposta ou fazer o que é adequado em determinada situação. Às vezes, somos convidados a permanecer em silêncio e assistir o universo prover aquilo que é necessário para o momento. Tudo isso é um reflexo do estado de consciência em que nos encontramos agora.

Que seu caminho seja sempre iluminado!