O Pão da Vida

De acordo com Neil Douglas-Klotz, autor de A Mensagem Viva de Jesus, para Yeshua — o Jesus aramaico — não havia separação entre o alimento que ingerimos para nutrir o corpo e o sustento que recebemos na forma de sabedoria, inspiração, apoio emocional ou ideias reveladoras que podem nos direcionar para o caminho da nossa alma. Ele usava a palavra aramaica lachma para se referir a esse alimento.

Em Revelations of the Aramaic Jesus, o autor explica que, diante de uma pergunta ou de um desafio, Yeshua conduz seus ouvintes de volta à própria alma, como fonte de sua verdadeira necessidade:

Está com sede no mundo exterior? Muito bem. Mas do que sua alma realmente tem sede?

Está com medo de alguma coisa que acontece ao seu redor? Tudo bem. Conecte-se ao seu verdadeiro ser para poder enxergar isso como algo impermanente.

Está com fome? É claro. Também somos naphsha, um pequeno eu situado no tempo e no espaço, com um corpo que precisa ser alimentado.

Mas qual é a verdadeira fome que existe em você?

Enquanto não encontrar essa resposta, você estará sempre desejando mais, sem jamais se sentir satisfeito.

Conectar o seu pequeno “eu” à sua fonte, o Eu-Eu, é receber o alimento da energia da vida.

Neil Douglas-Klotz interpreta que Yeshua teria expressado essa ideia em aramaico com as palavras:

Ina’na lachma d’hayye

Essa expressão é geralmente traduzida como “Eu sou o pão da vida.”

Inspirados nesse tema, lançamos o novo álbum O Pão da Vida, disponível nas principais plataformas de streaming, como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music.

Se preferir, você também pode assistir ao vídeo com a letra da música no YouTube.

E, se você é membro assinante, o álbum já está disponível em formato MP3 para download na área privativa do blog.

Um abraço!

Jesus aramaico

Há algum tempo descobri o trabalho de Neil Douglas-Klotz, acadêmico nas áreas que interligam estudos religiosos e psicologia. Há mais de quarenta anos, o escritor e músico pesquisa línguas semíticas antigas (aramaico, árabe, hebraico, etc.) e o significado dos ditos de Jesus Cristo, levando em conta seu idioma nativo — o aramaico.

Por meio dessa literatura, aprendemos que os ensinamentos de Yeshua — como Jesus era chamado em seu tempo — conectam corpo, mente e espírito de forma transformadora. Essa abordagem explora outros aspectos da vida de Jesus, além daqueles que conhecemos pela Bíblia. Com orações corporais, contemplação e práticas de respiração, a mensagem do mestre é acolhida no coração.

O aramaico

A língua aramaica se baseia em verbos, e não em substantivos. Ela aponta para processos, e não para sujeitos fixos. Tudo está acontecendo.

A distinção espacial também é diferente. Palavras como “dentro” podem indicar “entre” ou “ao redor”. Além disso, o que chamamos de corpo, mente e espírito está interligado à natureza e aos mundos invisíveis. Uma única palavra pode ser compreendida em vários níveis de significado.

Em aramaico, a palavra ruha pode significar “sopro”, “espírito”, “ar”, “vento”, “respiração” ou a própria “alma” — isto é, a parte de nós que está sempre ligada ao Grande Sopro, à fonte da vida. — Neil Douglas-Klotz

A mensagem viva

No livro A Mensagem Viva de Jesus (título original: The Aramaic Jesus Book of Days), Douglas-Klotz apresenta uma nova compreensão da mensagem de Yeshua aplicada ao dia a dia. São quarenta capítulos para serem vivenciados em quarenta dias de transformação interior.

Por exemplo, o que foi traduzido em Mateus 6:10 como:

Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu

poderia ser compreendido originalmente como:

Que o Sopro da vida suscite uma nova manifestação de coragem-desejo em mim e por meu intermédio, unindo céu e terra, em todos os momentos e aqui e agora na minha vida — Neil Douglas-Klotz

Temos também a bem-aventurança que, em Mateus 5:5, foi traduzida como:

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra

que pode ser interpretada assim:

Sintonizados com a Fonte e felizes em maturidade são os que suavizam conscientemente o que é muito rígido neles. Eles recebem sua herança natural de força e cura da dádiva de fazer parte do mundo da natureza, de estar encarnados no tempo e no espaço — Neil Douglas-Klotz

Para saber mais, consulte:

Até breve!