A experiência em um curso de Eckhart Tolle

Hoje vou compartilhar como foi participar da edição 2024/2025 do curso online Becoming a Teacher of Presence (Tornando-se um Professor da Presença), da School of Awakening (Escola do Despertar) de Eckhart Tolle.

O curso é uma imersão online de cinco meses, com o objetivo de aprofundar a consciência do Ser por meio da prática da presença e aprender a lidar com os principais desafios de permanecer presente. As videoaulas são apresentadas por Eckhart Tolle e Kim Eng.

O treinamento começa com um retiro virtual de abertura com a comunidade. Mensalmente, os materiais dos módulos são liberados para acesso dos participantes, incluindo vídeos, práticas e propostas de integração. Em cada módulo, são realizadas duas sessões em grupo, nas quais alunos de todo o mundo se reúnem via Zoom para assistir a uma videoaula e compartilhar experiências. O idioma utilizado é o inglês.

Nessa edição, os principais módulos apresentados foram:

  • Superando os obstáculos para se tornar um professor da presença
  • Oferecendo conselhos sábios e transcendendo o drama
  • Evitando a inflação do ego e outras armadilhas ao se tornar um professor
  • Incorporando plenamente o papel de professor da presença neste tempo de desafios coletivos

O último encontro do curso é uma sessão ao vivo com Eckhart Tolle, em que ele responde a algumas perguntas enviadas pelos alunos.

Como parte do curso, os participantes também recebem três bônus especiais: acesso às gravações em vídeo do retiro The Light of the World (A Luz do Mundo), com Eckhart e Kim, realizado no Arizona; cinco meses gratuitos da plataforma Eckhart Tolle Now, com conteúdos exclusivos e uma comunidade voltada à prática da presença; e o programa em áudio For Those Who Serve (Para Aqueles que Servem), com orientações práticas de Eckhart para quem deseja servir com presença plena em sua atuação no mundo.

Ao concluir o curso, os participantes recebem um certificado em formato PDF, assinado por Eckhart Tolle e Kim Eng.

Se você deseja conhecer mais sobre o trabalho de Eckhart Tolle, seus livros mais conhecidos são:

Obrigado e até o próximo artigo!

Ego: a boneca de sal

O ego é uma parte da mente que parece ter vida própria. Quando estamos interagindo com outras pessoas – e quando elas interagem conosco –, estamos, quase sempre, lidando com o ego. Por isso, é importante conhecer melhor essa parte da mente humana, muitas vezes responsável pelo sofrimento que nos aflige.

Lise Bourbeau, autora do livro Escute seu Corpo, define o ego da seguinte forma:

Às vezes chamado de “pequeno eu”, o ego é o EU que julgamos ser. Ele se forma a partir da nossa energia mental, isto é, de nossas memórias e principalmente de nossas crenças. Na realidade, o ego é a soma de todas as nossas crenças mentais, sejam elas benéficas para nós ou não.

O ego resiste ao fluxo da vida

Estamos em conflito com o que está acontecendo agora?

O ego também é chamado de mente não observada, pois raramente percebemos sua atuação. Uma forma de reconhecê-lo é observar nossas reações. Se estamos resistindo ao momento presente, isso pode ser um sinal da influência do ego.

O ego se apoia em dramas para garantir sua existência. Ele é o resultado de uma história: uma identidade criada pela mente com base em interpretações do passado, que podem ou não ser coerentes. Quanto mais nos identificamos com as narrativas mentais, mais o ego se fortalece. Seja representando o papel de alguém melhor que os outros ou o papel de vítima, o ego está sempre tentando reforçar sua importância.

A boneca de sal se dissolve

O ego é apenas uma identidade ilusória. Na filosofia espiritual do Oriente, ele é comparado a uma boneca de sal que, em sua busca pela compreensão de si, se dissolve no oceano da consciência universal — o Ser.

O ego só existe enquanto a consciência está identificada com a forma. Por meio da auto-observação e de práticas espirituais, percebemos que não somos, em essência, um corpo, um nome ou uma história — somos aquela dimensão que está consciente de tudo isso.

Essa é a jornada espiritual: a busca pela verdade que dissolve a boneca de sal e revela nossa verdadeira natureza, além da forma.

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A experiência em um mosteiro

Em 2022, fiquei hospedado por cinco dias no Mosteiro da Transfiguração, em Mogi das Cruzes – SP, uma comunidade enraizada na tradição espiritual beneditina e camaldolense da Itália.

Foi uma experiência profunda de silêncio junto à natureza, onde conheci um pouco da rotina monástica.

Em um ambiente fraterno, participei das orações e refeições, além de colaborar com pequenas tarefas de manutenção do mosteiro.

Um monge desempenha inúmeras atividades, mas sempre dentro de uma atmosfera de comunhão espiritual.

Passar alguns dias em um lugar como esse nos conduz à contemplação e ao silêncio interior, permitindo um aprofundamento na dimensão espiritual que transcende as formas.

Também tive a oportunidade de participar de um período de oração com monges e monjas no Mosteiro da Encarnação, que fica próximo ao Mosteiro da Transfiguração.

Sou grato pela oportunidade e pelo carinho dos monges e monjas que me acolheram.

Para saber mais sobre os mosteiros, acesse:

Site do Mosteiro da Transfiguração (monges)

Site do Mosteiro da Encarnação (monjas)

O superconsciente é o auxiliador

A mente superconsciente é a ponte entre o intelecto e a sabedoria que flui do Ser. Ela não depende de lógica ou análise racional. Diferente do pensamento comum, ela se manifesta em lampejos intuitivos, soluções inesperadas e uma clareza que não vem do esforço, mas da entrega.

Em momentos difíceis, quando a conversa não avança, buscamos uma ajuda maior. Imagine um impasse em negócios, onde discussões travadas atrapalham os projetos. Ou veja uma reunião familiar, em que debates ferem os sentimentos. Até negociações entre países podem se tornar tensões que só agravam o conflito.

O conhecimento vem do intelecto, dos dados. Mas a sabedoria verdadeira flui do Ser. Ela brota do superconsciente, intuitiva e profunda, sem depender de argumentos racionais.

Podemos abrir espaço para essa energia com práticas simples. A prática da presença nos conecta com uma dimensão mais elevada. A respiração consciente acalma a mente e o coração. A quietude e os momentos de silêncio transformam conflitos em oportunidades de crescimento.

O superconsciente está sempre com você, guiando com amor e respeitando seu livre-arbítrio.

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Lembre-se de Ser

Lembrar de Ser é lembrar de si – não da imagem que temos de nós mesmos, com um corpo físico e uma história, mas do que somos em essência.

Para lembrar de Ser, é necessário primeiro perceber o Ser. Mas como perceber algo sem forma? A percepção da dimensão espiritual acontece através do silêncio, da meditação e de ponteiros: palavras, expressões e perguntas que estimulam a introspecção e rompem com a lógica da mente pensante.

Um desses ponteiros para a percepção do Ser é a expressão “Eu sou”. Simples e livre de identificações, ela reconhece a própria existência sem adicionar nada mais. Além disso, ativa o aspecto espiritual da mente: o superconsciente.

Se você tem o hábito de meditar, talvez já tenha notado que, em determinado momento, esquece de si mesmo. As práticas meditativas trazem alívio ao interromper o fluxo compulsivo de pensamentos. Esse é o início da percepção de sua própria essência.

Durante uma viagem, ao conhecer um novo lugar, assistir a um filme ou participar de qualquer atividade com total atenção, podemos perder a noção do tempo e nos lembrar de Ser. Isso acontece porque o Ser transcende o tempo, que se dissolve quando estamos com a atenção total no momento presente.

Por fim, a expressão “lembre-se de Ser”, utilizada no título deste artigo, também é um ponteiro para a dimensão espiritual. Ela foi escolhida para estimular a introspecção, pois, na verdade, nunca podemos esquecer quem somos em essência.

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Sessão Respirar e Ser

Na quinta-feira, 16 de janeiro, será realizada uma sessão online em grupo “Respirar e Ser”.

Nesta breve sessão, você só precisa permanecer em silêncio e seguir as instruções que serão compartilhadas. É um momento de tranquilidade e um compromisso com você mesmo(a) para vivenciar a paz e a presença.

A participação é gratuita.

A sessão será realizada via Google Meet (Gmail).

A prática da presença

A crença de que controlamos tudo em nossa vida pode limitar nossa experiência da dimensão espiritual, que aqui no blog chamamos de Ser. O Ser é a fonte verdadeira de toda ação e inspiração. Quando reconhecemos que não fazemos nada por nós mesmos, mas que algo maior age através de nós, passamos a viver em um estado de confiança e aceitação deste instante como ele é, embora possamos agir para mudar o que vem em seguida.

Jesus Cristo falava sobre “ser como crianças”, receptivas e livres de julgamentos, indicando a importância de se livrar de pensamentos egóicos que criam resistências mentais. Dessa forma, ele mostrava aos seus seguidores como abrir espaço para o reconhecimento do Ser no momento presente, levando-os a viver com alegria e simplicidade.

A prática da presença é uma forma eficaz de cultivar essa conexão espiritual. É essencial dedicar alguns minutos ao longo do dia para silenciar a mente e entrar em um estado de receptividade, consciente deste momento como ele é. Nesse espaço de calma e quietude, percebemos a realidade sem interferências e permitimos que as verdades divinas, inspirações e lampejos de criatividade fluam naturalmente através de nós.

Somente a presença é capaz de nos libertar do ego, pois só podemos estar presentes agora – e não ontem nem amanhã. Apenas ela consegue desfazer o passado em nós e assim transformar nosso estado de consciência. — Eckhart Tolle

Ao praticar a presença, nos habituamos a permanecer com a atenção no momento presente, e não nas lembranças do passado ou preocupações acerca do futuro. Isso resulta em uma percepção mais apurada de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. Assim como Jesus disse: “eu estou no Pai e o Pai está em mim”, somos convidados a reconhecer essa dimensão mais profunda de nossa própria existência.

Que o ano novo traga paz, amor, saúde e prosperidade para você e seus amados.

Até breve!

Humildes de espírito

No trecho conhecido como o Sermão da Montanha, na Bíblia, Jesus fala sobre as bem-aventuranças e menciona os humildes de espírito:

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Hoje, compartilho duas citações que nos ajudam a compreender melhor esse ensinamento.

A pastora Catherine Ponder, conhecida por seus livros sobre prosperidade, como As Leis Dinâmicas da Prosperidade e O Milionário de Nazaré, explica que, ao mencionar os pobres de espírito, Jesus não estava promovendo a pobreza como virtude espiritual:

Com a expressão “pobre em espírito”, referia-se aos homens sem vaidade, orgulho ou quaisquer atitudes que impedissem sua humildade ou a aceitação das ideias divinas e de suas consequentes bênçãos.

Eckhart Tolle, autor do best-seller Um Novo Mundo: O Despertar de Uma Nova Consciência, reforça essa ideia:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, disse Jesus. O que significa “humildes de espírito”? Nenhuma bagagem interior, nenhuma identificação. Nenhuma relação com coisas ou com conceitos mentais que possuam uma percepção do eu.

Ele complementa explicando o que é o Reino dos Céus:

E o que é o “Reino dos Céus”? A simples, porém profunda, alegria do Ser que está presente quando abandonamos as identificações e nos tornamos “humildes de espírito”.

Leia também a segunda parte deste artigo.

Até breve!