Parar e estar presente

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Conforme evoluímos nesta jornada terrena, é muito comum nos sentirmos atraídos por um estilo de vida mais voltado ao Ser e à natureza. A ideia de continuar correndo, perseguindo coisas atrás de coisas, já não nos atrai mais. Passamos a perceber os objetivos materiais de forma diferente. Sentimos uma necessidade real de parar e estar presentes.

Em A Arte de Relaxar, o monge zen Thich Nhat Hanh diz:

Parar significa interromper nossa corrida, nosso esquecimento, e impedir que fiquemos presos no passado ou no futuro. Nós voltamos para casa, para o momento presente onde a vida está disponível.

Podemos acalmar o corpo e suavizar as emoções por meio de uma prática como a respiração consciente ou ouvindo uma música. Aquilo que buscamos, e que associamos à felicidade, já pode estar aqui, aguardando nosso reconhecimento. Talvez não estejamos satisfeitos com algumas situações, mas podemos escolher onde concentrar nossa atenção.

O autor explica assim:

Quando você anda pelo jardim, pode ver que uma árvore está morrendo, por isso você se sente triste e não consegue aproveitar o resto do jardim que ainda está bonito. Se olhar de novo, pode ver que ao seu redor ainda é bonito, e pode desfrutar disso.

Compreendemos que todas as coisas são passageiras e que cabe a nós parar e tocar o nível mais profundo do nosso ser.

Até breve!

Libertar o outro dentro de nós para nos libertar

Na literatura metafísica, é conhecida a ideia de que libertar alguém — mental e emocionalmente — é uma forma de se libertar também.

Catherine Ponder, pastora e autora de livros sobre prosperidade e cura espiritual, diz que a maioria dos problemas nos relacionamentos humanos se dissolveria se as pessoas praticassem libertar os outros, em vez de tentar moldá-los de acordo com sua própria vontade ou expectativa. Ela explica assim:

Sempre que você se sentir preso a outra pessoa — às suas atitudes, comportamentos ou modo de vida — é porque você a prendeu a si mesmo. Você mesmo possui a chave da sua liberdade. Você gira essa chave quando libera a pessoa, ou a situação que vinha ressentindo ou condenando.

O método havaiano de solucionar problemas — Ho’oponopono — apresenta uma ideia similar. Quando tentamos forçar alguém a ser como queremos, podemos estar criando ou agravando um problema, pois não existe nada “lá fora”. Tudo está acontecendo dentro de nós. Aquilo que percebemos lá fora como um problema é o efeito de uma memória que se reapresenta. Nossa missão é reconhecer, assumir responsabilidade e dar início ao processo de transformação das energias associadas a essas memórias. Joe Vitale, no livro Limite Zero, resume assim:

Basta dizer que sempre que quiser melhorar qualquer coisa na sua vida, desde as finanças até os relacionamentos, você só precisa procurar em um único lugar: dentro de si mesmo.

Quando os ensinamentos de Jesus Cristo são interpretados a partir do aramaico, seu idioma original, descobrimos que, em sua época, havia uma noção diferente sobre o que está dentro e o que está fora de nós. Neil Douglas-Klotz, professor e autor de A Mensagem Viva de Jesus, explica que a comunhão com Deus e a escolha de se libertar do passado podem trazer nosso coração de volta ao seu estado saudável. Ele diz assim:

O ato de soltar pode ocorrer ao longo do tempo ou instantaneamente. Se antes nos unirmos à nossa alma-ruha, poderemos extrair dela todo amor, vida e luz que já são nossos, neste momento, desde que lhes deixemos espaço livre. Então, esse fogo de amor consome todas as cordas e nós desgastados.

Podemos dizer que a libertação envolve basicamente:

  1. Entrar em comunhão com o divino.
  2. Fazer afirmações de amor, perdão e libertação.
  3. Não reagir inconscientemente, para não reforçar os padrões do passado que aprisionam.

Assim, ao libertar o outro dentro de nós, também abrimos espaço para nossa própria libertação.

Vamos praticar?

O que acontece na transformação espiritual

Neste artigo vamos falar sobre alguns dos principais aspectos da transformação espiritual que ocorre em nós.

A presença divina

Em algum momento de nossa jornada terrena há um despertar de amor no coração e começamos a reconhecer a presença divina. Conforme nos habituamos a perceber que o divino é a presença em tudo — inclusive no que chamamos de “eu”, nosso corpo físico, mental e emocional —, uma mudança começa a acontecer na forma como percebemos a realidade.

Amor próprio e passado emocional

Acolhemos com amor o “eu” e suas partes — vozes e reações — que são resultado do passado emocional. Alguns exemplos de vozes comuns que podem surgir como narrativas mentais são: “Não sou bom o bastante”, “Tenho medo”, “Não sou valorizado”, “Fui abandonado (ou injustiçado, humilhado, rejeitado, traído)”. Culpa, condenações e julgamentos também são efeitos do passado que podem nos afetar no presente. Trazemos essas memórias para a luz divina, sem lutar contra elas.

O mundo reflete o que há em mim

Algumas dessas vozes internas não acolhidas podem aparecer externamente na forma de pessoas próximas — “vizinhos” — ou como situações que se repetem em nossa vida. Cabe a mim reconhecê-las, aceitá-las e acolhê-las.

Confiança espiritual

Percebemos que estamos conscientes apenas de uma pequena parte do que está acontecendo conosco. A divindade sabe de tudo — onisciência. Aprendemos a confiar e a relaxar enquanto energias do passado são transmutadas.

Esquecimento e rigidez

Precisamos lembrar de nossa humanidade e da ligação que temos com o divino e com a natureza. Também precisamos suavizar aquilo que nos torna rígidos. Dessa forma evoluímos e liberamos o poder do cosmos presente dentro de nós.

Práticas espirituais

É comum buscarmos algum tipo de prática espiritual quando nos conscientizamos de que estamos passando por uma transformação profunda. Podemos ser inspirados nessas práticas por uma religião, filosofia ou comunidade espiritual. Qualquer que seja a prática escolhida, é sempre nossa alma indicando o caminho a seguir.

Comunidade

Participar de algum tipo de comunidade espiritual é muito importante. É uma forma de aprender, compartilhar experiências e se inspirar. Esse é um dos propósitos deste blog.

Um abraço!

A ansiedade e a presença radiante

Uma das coisas que percebemos quando iniciamos a prática da auto-observação é o quanto estamos envolvidos com o fluxo de pensamentos e atividades rotineiras — o “piloto automático”, como é comum dizer. Em decorrência disso, podemos sentir ansiedade, o que se tornou um dos grandes desafios da sociedade moderna.

Uma forma comum de lidar com a ansiedade é observar, no dia a dia, quais atividades, situações, pessoas e compromissos despertam essa reação e promover alguma mudança exterior.

Por outro lado, a ansiedade também pode ser causada ou agravada por narrativas mentais — histórias internas baseadas em lembranças do passado — que alimentamos com nossa atenção. Nem sempre percebemos quando isso acontece. Práticas como respiração consciente, oração e presença nos ajudam a perceber e transmutar energias de lembranças que já não são úteis.

Quando tudo parece muito desafiador, é reconfortante lembrar que há um poder maior — o único poder — o “Eu posso” do cosmos. Ele provê a visão do caminho e a energia necessária para percorrê-lo. Essa presença radiante — nossa herança divina — está dentro e fora de nós, sempre disponível, aguardando nosso reconhecimento.

Esse “Eu posso” é a dádiva da nossa alma que nos guia durante nossa vida terrena. — Neil Douglas-Klotz

Você não está só nesta jornada de autoconhecimento e espiritualidade.

Um abraço!

Renovar a mente e prosperar

Ao estudar práticas mentais e espirituais, encontramos explicações sobre as influências que as lembranças do passado têm no presente e sobre como lidar com elas.

Por exemplo, a meditação Vipassana, ensinada por Buda, mostra que nossas reações são condicionadas por impressões na mente, formadas ao longo do tempo. Essas impressões podem ser dissolvidas por meio da prática da auto-observação. Ao fazer isso, transformamos a mente e deixamos de reagir como antes.

O método havaiano de resolução de problemas — Ho’oponopono — ensina que os desafios que enfrentamos são causados pela repetição de memórias registradas na mente subconsciente, e que essas memórias podem ser purificadas. Durante esse processo, é necessário confiar na Divindade. Assim, permitimos que o universo mostre o que é melhor para nós, sem forçar situações que podem se voltar contra nós mais tarde.

E repetir afirmações pode ajudar? Sim. Declarações positivas influenciam o subconsciente e ajudam a transformar padrões negativos do passado ali alojados.

Você também pode optar por praticar a presença e evitar a renovação energética do passado emocional. Ao mesmo tempo, a consciência do momento presente desfaz a ideia de separação e reconhece nossa natureza espiritual além das formas — o Ser.

Existem outras ferramentas e práticas para lidar com as memórias do passado e renovar a mente. O mais importante é dar os primeiros passos, buscar autoconhecimento e iniciar a prática que faz mais sentido para cada um. Isso nos leva a expandir e prosperar em todos os níveis.

Até o próximo artigo!

No controle das reações

Se somos responsáveis por nossas próprias reações, por que tantas vezes reagimos sem controle? Por que às vezes é tão difícil lidar com pessoas e situações, especialmente as mais próximas a nós?

Como vimos em artigos anteriores, reações indesejadas são resultado de memórias do passado. Elas são ativadas — de forma consciente ou inconsciente — por algo que dizemos a nós mesmos, ou pelo que imaginamos, vemos, ouvimos, sentimos ou fazemos. Reações automáticas tendem a ser mais comuns entre familiares e amigos, pois há mais memórias compartilhadas — histórias, emoções e expectativas.

É importante lembrar: não é algo fora de nós que nos faz reagir. Somos nós que ativamos essas reações, por falta de consciência do nosso estado mental e emocional.

A consciência do momento

Uma forma simples de evitar reações automáticas é observar a respiração. Quando ela se torna irregular ou acelerada, é um sinal de agitação na mente. Isso pode trazer emoções inesperadas à tona.

Isso não se limita à respiração, pois as sensações no corpo sempre sinalizam o que se passa na mente — palpitações, secura na boca, tensão no maxilar, entre outras. Corpo e mente são inseparáveis.

Com a prática da auto-observação, tornamo-nos mais conscientes desses sinais. Assim, aprendemos a evitar que as emoções assumam o controle.

E se eu reagir?

Mesmo quando acontece, é importante lembrar de trazer a atenção para o momento presente. Focar no agora e na respiração ajuda a não prolongar a vibração da reação. A energia acumulada é dissolvida pela presença.

Até o próximo artigo.

Agora é o momento do poder

Hoje compartilho citações inspiradoras para lembrar que o poder de auto-superação reside neste momento.

Serge Kahili King, autor de Mastering Your Hidden Self (Dominando Seu Eu Oculto), explica que nem o passado nem qualquer percepção do futuro podem nos limitar — o poder está no agora:

No momento presente, você tem o poder de mudar crenças limitantes e plantar, de forma consciente, as sementes de um futuro que escolher. Ao mudar sua mente, você muda sua experiência. Não existe poder real fora de você, pois Deus está dentro. Você é livre na medida em que percebe isso e age a partir dessa verdade.

Louise Hay, em Você Pode Curar Sua Vida, lembra que todo poder está nas escolhas que fazemos agora:

O importante neste momento é o que você está escolhendo pensar, acreditar e dizer. Esses pensamentos e palavras criarão seu futuro. Seu ponto de poder está formando no presente as experiências de amanhã, da semana que vem, do mês que vem, do ano que vem, etc. Preste atenção no que você está pensando agora. É positivo ou negativo? Você quer que esse pensamento crie seu futuro? Apenas preste atenção e tome consciência dele.

Esther e Jerry Hicks, em Peça e Será Atendido, destacam que as emoções negativas indicam resistência aos nossos próprios desejos. Essa resistência pode diminuir quando abandonamos, aos poucos, pensamentos de tensão e os substituímos por amor, alegria e esperança. Isso traz alívio e permite que o bem-estar flua:

Abra-se imediatamente para pensamentos positivos e persista nesse esforço. À medida que fizer isso repetidamente, em pouco tempo você se encontrará em um lugar de emoções positivas. É exatamente assim que funciona!

Richard Bandler, em A Introdução Definitiva à PNL, lembra que nossa visão de mundo é apenas um mapa — não contém todos os detalhes e não pode nos limitar:

Seu futuro ainda não foi escrito. A vida é cheia de oportunidades, e as oportunidades estão adiante, no futuro. Não deixe que ninguém, nem mesmo seu próprio mapa, convença-o do contrário.

Até breve!

O Ser infinito — Eu Sou

Podemos usar nomes diferentes para a dimensão espiritual — Deus, Ser, Consciência Universal — mas todos eles apontam apenas para uma ideia que fazemos do infinito.

Lembre-se de que qualquer descrição ou definição de Deus é limitação. Baruch Spinoza, um grande filósofo, dizia que definir Deus era negá-Lo. Contudo, ninguém pode negar o Ser Infinito. Seu EU SOU é seu verdadeiro ser, sua real natureza, seu eu superior. — Joseph Murphy

O Ser infinito é aquilo que chamamos de “eu”, mas que vai além do corpo físico, do nome, da história pessoal, das crenças, do passado e do futuro. Ele se manifesta através das formas, mas também está além delas.

Sempre que você diz “eu sou” está anunciando a presença do Deus Vivo no seu interior. — Joseph Murphy

Essa contemplação abre novas compreensões que cada um precisa experimentar por si mesmo.

Até breve!