Afirmações — palavras mágicas

Fazer afirmações ajuda a transformar nosso estado mental e emocional, principalmente quando estamos naquelas fases de altos e baixos. Também pode ser uma forma de reconhecer a presença divina.

A palestrante e autora Louise Hay transformou sua vida usando afirmações. Ela explica que cada pensamento, palavra, decisão e ação afirmam o que acreditamos ser verdade e influenciam como experimentamos a vida. Ao fazer uma afirmação, saímos do papel de vítima e reconhecemos nosso próprio poder. As afirmações ajudam a liberar crenças limitadoras e a estar mais presente. Ela resume:

Uma afirmação é um novo começo.

Joseph Murphy, autor do Guia para o poder do subconsciente, explica que a mente é como um jardim, nós somos como um jardineiro e as afirmações são como as sementes (pensamentos) plantadas conscientemente no solo da mente subconsciente:

O que quer que você semeie na mente subconsciente, você colherá no seu corpo e no ambiente.

No Ho’oponopono — o método havaiano de resolução de problemas — as afirmações são essenciais, porém não são utilizadas com o objetivo de realizar desejos específicos. A ferramenta mais conhecida dessa prática é a repetição das frases “Eu te amo” e “Obrigado”. Ao repetir essas palavras ao longo do dia, estamos abrindo espaço para transformar a energia associada ao passado emocional, que é a causa dos problemas. Um aspecto do nosso ser — a divindade interior — se encarrega dessa “limpeza”, determinando quais memórias precisam ser transmutadas primeiro.

As frases que eu pronuncio são como palavras mágicas que abrem o segredo do universo. Quando recito as frases, que emergem como um poema, estou me abrindo para que o Divino me purifique e apague todos os programas que me impedem de estar aqui e agora. — Joe Vitale

Dessa forma, a repetição de afirmações pode ser útil em diferentes momentos da nossa jornada.

Para concluir, compartilho uma afirmação que é um novo começo para mim, sempre que a repito:

Me deixo levar pelo plano divino da minha vida, agora!

Ouça também a nova música com o tema do artigo:

Até breve!

Saúde Divina

O reconhecimento da presença divina em todas as coisas — onipresença — por meio de pensamentos e palavras repercute no corpo físico e no mundo ao redor. Assim, podemos criar o hábito de abençoar diariamente nossos corpos com o pensamento de saúde renovada.

O poder da bênção não conhece limites e pode ser aplicado com sucesso a todas as áreas da vida. — Catherine Ponder

Podemos declarar frequentemente:

“Abençoo a saúde”

“Dou graças porque meu corpo é um templo do Deus vivo”

“Agora louvo, abençoo e glorifico a saúde divina”

Se preferir, você também pode ouvir a música a seguir no YouTube para se inspirar (ative as legendas para acompanhar a letra):

E, ainda nesse tema de saúde, preparamos uma música para acompanhar o artigo sobre suavizar aquilo que nos torna rígidos e inflexíveis.

Um abraço 🌿

O Ho’oponopono

Já citamos aqui no blog o Ho’oponopono, sistema havaiano de resolução de problemas. Hoje, vamos falar sobre seus princípios.

A versão do Ho’oponopono que conhecemos hoje foi criada por Morrnah Nalamaku Simeona (1913–1992), kahuna lapaʻau (curandeira havaiana) reconhecida como Tesouro Vivo do Havaí em 1983. Ela desenvolveu um método individual, no qual cada pessoa se torna seu próprio mestre e curador.

Ho’oponopono significa “tornar certo, corrigir um erro”. Trata-se de um processo espiritual de arrependimento, perdão e transmutação. Morrnah Simeona ensinava que, ao assumirmos total responsabilidade pelas memórias que carregamos, podemos nos libertar dos padrões repetitivos da mente. Ao entregar essas memórias à Divindade interior, permitimos que a inspiração e a paz fluam naturalmente em nossas vidas.

Morrnah resumia os fundamentos do Ho’oponopono da seguinte forma:

Somos a soma de todas as nossas experiências. Isso quer dizer que acumulamos as lembranças do passado. Quando sentimos medo ou alguma inquietação, se nos observarmos com atenção, nos daremos conta de que a causa dessa angústia é uma lembrança. As emoções vinculadas a essa memória nos afetam. O subconsciente associa uma ação ou pessoa do presente a algo que ocorreu no passado. Quando isso acontece, as emoções se ativam e surge o estresse.

Maria-Elisa Hurtado-Graciet, autora do livro Ho’oponopono para Todos os Dias, nos convida a adotar uma nova forma de estar no mundo. Ela explica que não existe nada fora de nós, e que tudo existe graças aos nossos pensamentos. Assim, pensamentos puros criam uma realidade física transbordante de amor e paz. Porém, uma mente carregada de memórias desprovidas de amor cria um mundo com problemas e conflitos.

A autora também nos lembra que os princípios parecem simples, mas podem ser difíceis de aceitar. Não se trata de acreditar neles, e sim de experimentá-los e comprová-los por experiência própria.

Em essência, o Ho’oponopono tem como objetivo a liberdade – a liberação completa do passado. — Morrnah Simeona

Quer conhecer mais sobre o Ho’oponopono?

Sugestões de livros (links Amazon):

O espírito tranquilo

Uma consciência tranquila irradia energias capazes de transformar não só o corpo físico, mas também o ambiente ao nosso redor.

Inspirado por esse tema, compartilho hoje algumas orientações do pastor Norman Vincent Peale, autor do best-seller O Poder do Pensamento Positivo.

Adote uma atitude calma

Peale explica que a paz interior é essencial para uma vida equilibrada:

Uma vida cheia de agitações e tensão é difícil. A vida cheia de paz interior, sendo harmoniosa e sem tensão, é o modo mais fácil de se viver. A sua principal luta pois, em conquistar a paz de espírito, está no esforço de poder restaurar o seu modo de pensar e adotar uma atitude calma, aceitando de Deus a dádiva da paz.

“Esvazie” e depois “encha” o espírito de positividade

Para Peale, esvaziar a mente é uma prática indispensável:

Recomendo que se faça o “esvaziamento do espírito” pelo menos duas vezes ao dia ou mais, se necessário. Procure expurgar dele o medo, o ódio, a sensação de insegurança e de culpa e os pesares. O simples fato de você fazer conscientemente esse esforço para “esvaziar” o espírito tende a proporcionar grande alívio. (…) comece logo a “encher” o espírito de pensamentos criadores e sadios.

Palavras de paz

O autor destaca o poder transformador das palavras:

As palavras têm um profundo poder de sugestão e cura. Pronuncie palavras desarrazoadas e seu espírito logo se verá presa de certo nervosismo. Talvez você sinta um mal no estômago, que afetará todo seu mecanismo físico. Se, pelo contrário, você falar palavras de paz e serenas, seu espírito reagirá de uma maneira também serena. Use um vocábulo como “tranquilidade”. Repita-o lentamente várias vezes.

Palavras da Bíblia

Peale ressalta a força terapêutica das Escrituras:

As palavras da Bíblia têm um valor terapêutico particularmente forte. Deixe-as caírem em seu espírito e permita que “se dissolvam” na consciência. Elas espalharão um bálsamo purificador por toda a sua estrutura mental. É este um dos processos mais simples e mais eficientes para se conseguir paz de espírito.

Conversação

O tom e as palavras escolhidas ao falar também fazem diferença:

Há outras maneiras pelas quais você poderá desenvolver a serenidade, tanto no espírito como nas atitudes. Uma delas é por meio da conversação. Segundo as palavras que empregarmos e o tom em que as exprimirmos, podemos tornar-nos nervosos, vibráteis e coléricos. De nosso modo de falar é que poderão ser positivos ou negativos os resultados. Com a linguagem poderemos também conseguir reações serenas. Falemos sempre com serenidade para ter a paz que desejamos.

Comece o dia com alegria

Peale enfatiza a importância do estado de espírito ao começar o dia:

Comece sempre o dia com disposição alegre e feliz que tudo lhe correrá bem. Tal disposição constitui um fator ativo e definitivo para se criar condições satisfatórias. Observe, pois, seu modo de falar se deseja alimentar sua paz de espírito.

Pratique o silêncio

Por fim, ele recomenda um momento diário de introspecção:

Outra técnica eficiente para se desenvolver a paz de espírito é praticar diariamente o silêncio. Todas as pessoas deviam insistir em manter, pelo menos, uns quinze minutos de absoluto silêncio a cada vinte e quatro horas. Vá sozinho a um lugar onde possa sentar-se ou deitar-se durante uns quinze minutos e pratique a arte do silêncio. Não converse com pessoa alguma. Não escreva nem leia. Pense o menos possível.

Gostou dessas reflexões? Que tal colocá-las em prática?