Cultivando a presença

De repente, você começa a perceber melhor os pensamentos, principalmente aqueles comentários negativos e reclamações. Então, se dá conta de que está consciente deles — há uma consciência que os observa. Aos poucos, observar os pensamentos sem se deixar levar por eles se torna uma prática.

Entre os benefícios dessa prática estão:

  • Calma e silêncio interior;
  • Libertação dos padrões mentais;
  • Maior abertura à inspiração e novas percepções da realidade.

Iniciar a prática é simples: basta parar por alguns momentos e permanecer receptivo e atento ao que acontece aqui e agora. Se a mente estiver agitada, coloque a atenção na respiração.

Com o tempo, a prática vai se integrando às atividades diárias e se tornando mais natural.

Quer conversar sobre este e outros assuntos abordados no blog? Entre em contato.

Um abraço!

Eu e a Vida somos um

Podemos contemplar nossa natureza além das formas como sendo a própria Vida — não a minha vida ou a sua, mas a Vida única.

A vida que é Deus, é nossa vida. Há apenas uma Vida, e esta é a vida de todos os seres, de todos os indivíduos. Nós individualizamos esta vida eterna, e não há menos Deus em alguns seres do que em outros. — Joel Goldsmith

Dessa forma, não podemos separar a Vida daquilo que somos. Percebemos as coisas como separadas quando pensamos, analisamos, conceituamos ou precisamos dar nomes a elas. Essa separação é aparente; não é a realidade definitiva.

Uma prática

Como podemos sentir essa união com tudo o que existe?

Uma prática simples é perceber que nossa respiração — o ar entrando e saindo do corpo — está unida ao cosmos. O ar que respiramos está dentro e fora de nós, unindo os mundos visível e invisível.

Eu e a Vida somos um, e toda a Vida me ama e me apoia. — Louise Hay

Um abraço!

Parar e estar presente

Versão em vídeo no YouTube.

Conforme evoluímos nesta jornada terrena, é muito comum nos sentirmos atraídos por um estilo de vida mais voltado ao Ser e à natureza. A ideia de continuar correndo, perseguindo coisas atrás de coisas, já não nos atrai mais. Passamos a perceber os objetivos materiais de forma diferente. Sentimos uma necessidade real de parar e estar presentes.

Em A Arte de Relaxar, o monge zen Thich Nhat Hanh diz:

Parar significa interromper nossa corrida, nosso esquecimento, e impedir que fiquemos presos no passado ou no futuro. Nós voltamos para casa, para o momento presente onde a vida está disponível.

Podemos acalmar o corpo e suavizar as emoções por meio de uma prática como a respiração consciente ou ouvindo uma música. Aquilo que buscamos, e que associamos à felicidade, já pode estar aqui, aguardando nosso reconhecimento. Talvez não estejamos satisfeitos com algumas situações, mas podemos escolher onde concentrar nossa atenção.

O autor explica assim:

Quando você anda pelo jardim, pode ver que uma árvore está morrendo, por isso você se sente triste e não consegue aproveitar o resto do jardim que ainda está bonito. Se olhar de novo, pode ver que ao seu redor ainda é bonito, e pode desfrutar disso.

Compreendemos que todas as coisas são passageiras e que cabe a nós parar e tocar o nível mais profundo do nosso ser.

Até breve!

O que acontece na transformação espiritual

Neste artigo vamos falar sobre alguns dos principais aspectos da transformação espiritual que ocorre em nós.

A presença divina

Em algum momento de nossa jornada terrena há um despertar de amor no coração e começamos a reconhecer a presença divina. Conforme nos habituamos a perceber que o divino é a presença em tudo — inclusive no que chamamos de “eu”, nosso corpo físico, mental e emocional —, uma mudança começa a acontecer na forma como percebemos a realidade.

Amor próprio e passado emocional

Acolhemos com amor o “eu” e suas partes — vozes e reações — que são resultado do passado emocional. Alguns exemplos de vozes comuns que podem surgir como narrativas mentais são: “Não sou bom o bastante”, “Tenho medo”, “Não sou valorizado”, “Fui abandonado (ou injustiçado, humilhado, rejeitado, traído)”. Culpa, condenações e julgamentos também são efeitos do passado que podem nos afetar no presente. Trazemos essas memórias para a luz divina, sem lutar contra elas.

O mundo reflete o que há em mim

Algumas dessas vozes internas não acolhidas podem aparecer externamente na forma de pessoas próximas — “vizinhos” — ou como situações que se repetem em nossa vida. Cabe a mim reconhecê-las, aceitá-las e acolhê-las.

Confiança espiritual

Percebemos que estamos conscientes apenas de uma pequena parte do que está acontecendo conosco. A divindade sabe de tudo — onisciência. Aprendemos a confiar e a relaxar enquanto energias do passado são transmutadas.

Esquecimento e rigidez

Precisamos lembrar de nossa humanidade e da ligação que temos com o divino e com a natureza. Também precisamos suavizar aquilo que nos torna rígidos. Dessa forma evoluímos e liberamos o poder do cosmos presente dentro de nós.

Práticas espirituais

É comum buscarmos algum tipo de prática espiritual quando nos conscientizamos de que estamos passando por uma transformação profunda. Podemos ser inspirados nessas práticas por uma religião, filosofia ou comunidade espiritual. Qualquer que seja a prática escolhida, é sempre nossa alma indicando o caminho a seguir.

Comunidade

Participar de algum tipo de comunidade espiritual é muito importante. É uma forma de aprender, compartilhar experiências e se inspirar. Esse é um dos propósitos deste blog.

Um abraço!

Jesus aramaico

Há algum tempo descobri o trabalho de Neil Douglas-Klotz, acadêmico nas áreas que interligam estudos religiosos e psicologia. Há mais de quarenta anos, o escritor e músico pesquisa línguas semíticas antigas (aramaico, árabe, hebraico, etc.) e o significado dos ditos de Jesus Cristo, levando em conta seu idioma nativo — o aramaico.

Por meio dessa literatura, aprendemos que os ensinamentos de Yeshua — como Jesus era chamado em seu tempo — conectam corpo, mente e espírito de forma transformadora. Essa abordagem explora outros aspectos da vida de Jesus, além daqueles que conhecemos pela Bíblia. Com orações corporais, contemplação e práticas de respiração, a mensagem do mestre é acolhida no coração.

O aramaico

A língua aramaica se baseia em verbos, e não em substantivos. Ela aponta para processos, e não para sujeitos fixos. Tudo está acontecendo.

A distinção espacial também é diferente. Palavras como “dentro” podem indicar “entre” ou “ao redor”. Além disso, o que chamamos de corpo, mente e espírito está interligado à natureza e aos mundos invisíveis. Uma única palavra pode ser compreendida em vários níveis de significado.

Em aramaico, a palavra ruha pode significar “sopro”, “espírito”, “ar”, “vento”, “respiração” ou a própria “alma” — isto é, a parte de nós que está sempre ligada ao Grande Sopro, à fonte da vida. — Neil Douglas-Klotz

A mensagem viva

No livro A Mensagem Viva de Jesus (título original: The Aramaic Jesus Book of Days), Douglas-Klotz apresenta uma nova compreensão da mensagem de Yeshua aplicada ao dia a dia. São quarenta capítulos para serem vivenciados em quarenta dias de transformação interior.

Por exemplo, o que foi traduzido em Mateus 6:10 como:

Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu

poderia ser compreendido originalmente como:

Que o Sopro da vida suscite uma nova manifestação de coragem-desejo em mim e por meu intermédio, unindo céu e terra, em todos os momentos e aqui e agora na minha vida — Neil Douglas-Klotz

Temos também a bem-aventurança que, em Mateus 5:5, foi traduzida como:

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra

que pode ser interpretada assim:

Sintonizados com a Fonte e felizes em maturidade são os que suavizam conscientemente o que é muito rígido neles. Eles recebem sua herança natural de força e cura da dádiva de fazer parte do mundo da natureza, de estar encarnados no tempo e no espaço — Neil Douglas-Klotz

Para saber mais, consulte:

Até breve!

A importância de cultivar alegria

Às vezes esquecemos o quanto é essencial cultivar alegria no dia a dia.

Catherine Ponder, autora de Leis Dinâmicas da Cura, explica que a alegria é um dos melhores remédios da natureza — sempre saudável — e que beneficia não apenas nossa saúde e longevidade, mas também o ambiente ao nosso redor.

Segundo ela, muitas doenças surgem da falta de expressão da alegria. Por isso, recomenda o simples ato de sorrir para renovar as energias e aliviar a tensão:

Quando sentir que não tem mais forças, insista em praticar o sorriso. Sorria para as gravuras na parede. Sorria para a mobília. Sorria até a tensão deixar o seu corpo e você se sentir relaxado novamente.

A diversão também tem um papel fundamental em uma vida equilibrada. Quando rimos ou nos permitimos brincar, nossas células vibram e nosso organismo se transforma.

Um abraço!

O trevo de quatro folhas

O trevo de quatro folhas parece ter um significado especial em algumas culturas, como explica o resultado de uma pesquisa:

Encontrar um trevo de quatro folhas é considerado sinal de boa sorte. Ao contrário do trevo comum, que tem três folhas, o de quatro folhas é uma mutação rara da espécie Trifolium repens, com chances de 1 em 10 mil. Cada folha representa algo: esperança, fé, amor e sorte. Sua raridade despertou simbolismos ao longo da história, principalmente em culturas celtas. Muitas pessoas guardam o trevo como amuleto, acreditando em proteção espiritual e energia positiva.

Apesar de observar e, às vezes, até procurar, nunca tinha encontrado essa espécie mais rara — até hoje:

A natureza, que é uma expressão do Ser, reflete o estado de consciência em que nos encontramos. Ultimamente, pensamentos de esperança, fé, amor e sorte têm ocupado minha mente. Será que é por isso que encontrei esse trevo?

E você, tem notado algo incomum ao seu redor que reflita o que vem ocupando espaço em sua mente?

A experiência em um mosteiro

Em 2022, fiquei hospedado por cinco dias no Mosteiro da Transfiguração, em Mogi das Cruzes – SP, uma comunidade enraizada na tradição espiritual beneditina e camaldolense da Itália.

Foi uma experiência profunda de silêncio junto à natureza, onde conheci um pouco da rotina monástica.

Em um ambiente fraterno, participei das orações e refeições, além de colaborar com pequenas tarefas de manutenção do mosteiro.

Um monge desempenha inúmeras atividades, mas sempre dentro de uma atmosfera de comunhão espiritual.

Passar alguns dias em um lugar como esse nos conduz à contemplação e ao silêncio interior, permitindo um aprofundamento na dimensão espiritual que transcende as formas.

Também tive a oportunidade de participar de um período de oração com monges e monjas no Mosteiro da Encarnação, que fica próximo ao Mosteiro da Transfiguração.

Sou grato pela oportunidade e pelo carinho dos monges e monjas que me acolheram.

Para saber mais sobre os mosteiros, acesse:

Site do Mosteiro da Transfiguração (monges)

Site do Mosteiro da Encarnação (monjas)