Amar a si mesmo e não se criticar

Em seu livro Você Pode Curar Sua Vida, Louise Hay explica que, quando alguém pede sua ajuda para resolver qualquer tipo de problema — saúde, finanças, relacionamentos etc. — ela trabalha unicamente no amar o eu:

Aprendi que, quando realmente amamos, aceitamos e aprovamos a nós mesmos exatamente como somos, tudo na vida funciona. É como se pequenos milagres estivessem em todos os cantos. Nossa saúde melhora, atraímos mais dinheiro, nossos relacionamentos tornam-se mais satisfatórios e começamos a nos expressar de forma plena e criativa. Tudo parece acontecer sem nem mesmo tentarmos.

A mente subconsciente, que armazena as memórias emocionais, tem características de uma criança que precisa de carinho. Quando tratada dessa forma, ela colabora com o processo de transformação interior. Louise explica da seguinte forma:

Quase toda a nossa programação, tanto positiva quanto negativa, foi aceita por nós quando tínhamos 3 anos. Nossas experiências desde então estão baseadas naquilo que aceitamos e acreditamos sobre nós mesmos e sobre a vida naquela época. O modo como fomos tratados quando pequenos geralmente é o modo como nos tratamos agora.

Aprovar e tratar a nós mesmos com gentileza é essencial para realizar as mudanças que desejamos. Isso inclui eliminar o hábito da autocrítica. Pode ser que, na infância, fomos muito criticados e, agora, inconscientemente, nos criticamos como uma forma de nos sentirmos “em casa”. Para se livrar dessa programação do passado, precisamos “deixar de pegar no nosso próprio pé”.

O que foi feito no passado pertence ao passado e terminou. Mas este é o presente e você agora tem a oportunidade de se tratar como quer ser tratado. Uma criança assustada precisa de carinho, não de repreensões. — Louise Hay

Um abraço!

A criança interior

Em outros artigos, falamos sobre este aspecto da mente conhecido como subconsciente ou “criança interior”. Essa parte mais sensível de nós cuida das funções básicas do corpo e armazena lembranças do passado que influenciam sentimentos e reações no presente.

Podemos dizer que o aspecto espiritual do nosso ser está constantemente em diálogo com a criança interior. Enquanto isso, memórias — energias acumuladas — são purificadas, abrindo espaço para renovação emocional, mental e física. Esse processo acontece naturalmente.

No livro BLUE ICE: The Relationship with the Self (sem tradução em português), Ihaleakala Hew Len diz o seguinte, ao se referir à criança interior pelo nome havaiano Unihipili:

O Ho’oponopono trata de estar em paz consigo mesmo. Enquanto você estiver em paz consigo, dentro do Ser — o lugar onde o Unihipili (o subconsciente) existe e no qual a existência habita — então estará em harmonia com tudo ao seu redor.

O autor também descreve seu relacionamento com a criança interior:

É um relacionamento de longo prazo. Então, acredito que o peso maior vem justamente de NÃO conhecer o Unihipili. Esse é o verdadeiro fardo. A maioria de nós vive sem perceber que existe uma Criança dentro de si. Assim, quando nos sentimos sobrecarregados ou cansados, é a Criança que está fatigada pelas velhas memórias se repetindo.

Trabalho com meu Unihipili há muitos e muitos anos, e mesmo hoje, às vezes ainda o negligencio.

Por isso, é algo contínuo. Amar e cuidar do Unihipili, reeducá-lo e conversar com ele sobre como deixar ir — tudo isso faz parte do processo de construir um relacionamento.

Essa harmonia interior resulta em mudanças e milagres no mundo exterior. Esse é um dos motivos que tornam a criança interior — unida à divindade — tão poderosa!

Para acompanhar esta reflexão, uma música inspirada neste tema faz parte do álbum Aramaico Wave, disponível em Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music.

Se preferir, assista ao vídeo da música no YouTube.

Até breve!

Seja gentil com você

Como podemos aliviar o peso emocional que carregamos? Sendo gentis conosco!

Levamos em nossa alma as memórias de nossa história. Essas memórias, carregadas de energias do passado, ficam armazenadas na mente subconsciente — o “eu” emocional. A cooperação do subconsciente é essencial no processo de liberação energética. Esse aspecto da mente — às vezes chamado de “criança interior” — representa nossa parte mais sensível. Por isso, é importante sermos gentis conosco.

Seja gentil e paciente com você mesmo enquanto desfaz seus embaraços mentais. Procure ajuda se achar necessário mas, acima de tudo, ame-se a si mesmo durante o processo. A disposição de se libertar do velho é a chave. Esse é o segredo. — Louise Hay

O processo de transmutação das energias do passado começa em nós. Nosso papel é dar início a essa transformação e cura por meio de uma prática espiritual — e então confiar.

Assim, abrimos caminho para que a Divindade em nós purifique as memórias associadas a pessoas, lugares ou coisas. Esse processo promove uma limpeza interior que se estende a todos os que se relacionam conosco.

Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo. — João 14:27

Até breve!