Há equilíbrio entre o que sinto e faço?

O caminho que estamos seguindo está realmente alinhado com aquilo que sentimos no coração?

Há uma palavra em aramaico, khenuta, usada com frequência por Jesus Cristo para lembrar seus seguidores de que, se houver fome e sede suficientes, poderão encontrar um mundo onde há equilíbrio entre a honestidade interior e a justiça exterior.

Perguntas para refletir:

  • O que enche meu coração de força e propósito, embora possa me tirar da zona de conforto?
  • Há discrepância entre o que desejo em meu coração e o que está acontecendo em minha vida?
  • No que já não acredito mais? O que não é mais válido para mim?

O alinhamento entre o que sentimos e fazemos se torna possível quando reavaliamos o que é verdadeiro agora. Assim, abrimos espaço para que a alma nos guie, e o cosmos crie uma nova realidade através de nós.

E, para acompanhar, uma nova música sobre este tema:

Até breve!

Coração — a porta para a alma

Podemos compreender a alma como a presença divina em nós. Quando estamos conscientes dela, vivenciamos um estado de união sagrada com tudo o que existe. Vamos refletir mais sobre essa ideia.

Joel Goldsmith, autor de Praticando a Presença, explica que o coração é o símbolo do amor e que nele repousa a presença espiritual — o Cristo interior. Cabe a nós nutrir essa união com a dimensão espiritual que aguarda nosso reconhecimento. Sinta essa presença suave e permita que ela cuide de você.

No livro Ensinamentos Espirituais, um discípulo pergunta ao mestre indiano Ramana Maharshi sobre o coração como sede da consciência — o Eu superior — localizado no corpo físico, no tórax, dois dedos à direita. Em sua resposta, o sábio explica que o Coração é o âmago do ser, o centro da experiência espiritual. Embora não se limite ao órgão muscular conhecido, o Coração é a consciência pura que tudo inclui — nada está fora ou separado dela.

Neil Douglas-Klotz, autor de A Mensagem Viva de Jesus, afirma que o coração é a porta para a alma. Ele explica que a oração original de Jesus, em aramaico, nos leva a considerar o “coração que sente” — o lugar que os místicos de todas as tradições chamam de templo interior.

Abrindo a porta

Você pode experimentar uma prática simples. Em um momento de tranquilidade, coloque a atenção na região do coração e sinta sua respiração. Permaneça com essa consciência corporal em silêncio. Pratique por alguns dias e observe os efeitos. Se desejar, compartilhe sua experiência conosco aqui no blog.

Um abraço!

Jesus aramaico

Há algum tempo descobri o trabalho de Neil Douglas-Klotz, acadêmico nas áreas que interligam estudos religiosos e psicologia. Há mais de quarenta anos, o escritor e músico pesquisa línguas semíticas antigas (aramaico, árabe, hebraico, etc.) e o significado dos ditos de Jesus Cristo, levando em conta seu idioma nativo — o aramaico.

Por meio dessa literatura, aprendemos que os ensinamentos de Yeshua — como Jesus era chamado em seu tempo — conectam corpo, mente e espírito de forma transformadora. Essa abordagem explora outros aspectos da vida de Jesus, além daqueles que conhecemos pela Bíblia. Com orações corporais, contemplação e práticas de respiração, a mensagem do mestre é acolhida no coração.

O aramaico

A língua aramaica se baseia em verbos, e não em substantivos. Ela aponta para processos, e não para sujeitos fixos. Tudo está acontecendo.

A distinção espacial também é diferente. Palavras como “dentro” podem indicar “entre” ou “ao redor”. Além disso, o que chamamos de corpo, mente e espírito está interligado à natureza e aos mundos invisíveis. Uma única palavra pode ser compreendida em vários níveis de significado.

Em aramaico, a palavra ruha pode significar “sopro”, “espírito”, “ar”, “vento”, “respiração” ou a própria “alma” — isto é, a parte de nós que está sempre ligada ao Grande Sopro, à fonte da vida. — Neil Douglas-Klotz

A mensagem viva

No livro A Mensagem Viva de Jesus (título original: The Aramaic Jesus Book of Days), Douglas-Klotz apresenta uma nova compreensão da mensagem de Yeshua aplicada ao dia a dia. São quarenta capítulos para serem vivenciados em quarenta dias de transformação interior.

Por exemplo, o que foi traduzido em Mateus 6:10 como:

Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu

poderia ser compreendido originalmente como:

Que o Sopro da vida suscite uma nova manifestação de coragem-desejo em mim e por meu intermédio, unindo céu e terra, em todos os momentos e aqui e agora na minha vida — Neil Douglas-Klotz

Temos também a bem-aventurança que, em Mateus 5:5, foi traduzida como:

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra

que pode ser interpretada assim:

Sintonizados com a Fonte e felizes em maturidade são os que suavizam conscientemente o que é muito rígido neles. Eles recebem sua herança natural de força e cura da dádiva de fazer parte do mundo da natureza, de estar encarnados no tempo e no espaço — Neil Douglas-Klotz

Para saber mais, consulte:

Até breve!

A respiração

Fixar a atenção na respiração desenvolve a consciência do momento presente. — S.N. Goenka

Respiração e espiritualidade

A respiração não é apenas uma função biológica. Práticas como ioga e meditação a utilizam como fundamento essencial no desenvolvimento espiritual.

Como ensinava o professor de meditação S.N. Goenka, pioneiro na popularização da meditação Vipassana:

No momento em que a mente esteja totalmente focalizada na respiração, estará livre de avidez, livre de aversão e livre de ignorância. Por mais breve que seja esse momento de pureza, é muito poderoso, porque desafia todos os condicionamentos do passado.

Eckhart Tolle, autor do best-seller Um Novo Mundo – O despertar de uma nova consciência, explica que tornar-se consciente da respiração nos ancora no presente e interrompe a atividade mental, ajudando a silenciar os pensamentos.

No idioma aramaico, assim como no hebraico, a mesma palavra — ruha no aramaico e ruach no hebraico — é usada para expressar espírito, vento, ar e respiração, como explica Neil Douglas-Klotz, autor do livro The Hidden Gospel (O Evangelho Oculto). Assim, a respiração é um elo fundamental com Deus.

Benefícios da respiração consciente

Uma respiração suave e profunda estimula o sistema nervoso parassimpático. Hormônios calmantes fluem pelo corpo. Eles acalmam emoções, sentimentos e pensamentos negativos, e você passa a respirar um pouco mais devagar e profundamente. Você começa a relaxar. — Danny Penman

O Dr. Danny Penman, autor do livro A Arte de Respirar, destaca que a respiração, naturalmente meditativa e sempre presente, é um recurso essencial para suavizar emoções, trazer clareza mental e estabelecer conexão com o momento presente.

E você, está consciente de sua respiração?

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