Assine para continuar lendo
Torne-se um assinante pagante para ter acesso ao restante do post e outros conteúdos exclusivos.
Estudos e Contemplação
Torne-se um assinante pagante para ter acesso ao restante do post e outros conteúdos exclusivos.
O ego é uma parte da mente que parece ter vida própria. Quando estamos interagindo com outras pessoas – e quando elas interagem conosco –, estamos, quase sempre, lidando com o ego. Por isso, é importante conhecer melhor essa parte da mente humana, muitas vezes responsável pelo sofrimento que nos aflige.
Lise Bourbeau, autora do livro Escute seu Corpo, define o ego da seguinte forma:
Às vezes chamado de “pequeno eu”, o ego é o EU que julgamos ser. Ele se forma a partir da nossa energia mental, isto é, de nossas memórias e principalmente de nossas crenças. Na realidade, o ego é a soma de todas as nossas crenças mentais, sejam elas benéficas para nós ou não.
O ego resiste ao fluxo da vida
Estamos em conflito com o que está acontecendo agora?
O ego também é chamado de mente não observada, pois raramente percebemos sua atuação. Uma forma de reconhecê-lo é observar nossas reações. Se estamos resistindo ao momento presente, isso pode ser um sinal da influência do ego.
O ego se apoia em dramas para garantir sua existência. Ele é o resultado de uma história: uma identidade criada pela mente com base em interpretações do passado, que podem ou não ser coerentes. Quanto mais nos identificamos com as narrativas mentais, mais o ego se fortalece. Seja representando o papel de alguém melhor que os outros ou o papel de vítima, o ego está sempre tentando reforçar sua importância.
A boneca de sal se dissolve
O ego é apenas uma identidade ilusória. Na filosofia espiritual do Oriente, ele é comparado a uma boneca de sal que, em sua busca pela compreensão de si, se dissolve no oceano da consciência universal — o Ser.
O ego só existe enquanto a consciência está identificada com a forma. Por meio da auto-observação e de práticas espirituais, percebemos que não somos, em essência, um corpo, um nome ou uma história — somos aquela dimensão que está consciente de tudo isso.
Essa é a jornada espiritual: a busca pela verdade que dissolve a boneca de sal e revela nossa verdadeira natureza, além da forma.
Inscreva-se no blog e receba artigos como esse diretamente em seu e-mail.

Há 2.500 anos, o sábio Buda ensinou que, sempre que reagimos, deixamos marcas na mente que podem influenciar nosso comportamento futuro.
O marimbondo na mente
Imagine o exemplo de uma pessoa que leva uma picada de marimbondo. A dor que ela sente deixa uma marca não apenas no corpo, mas sua reação também deixa uma marca na mente. Da próxima vez que notar o inseto por perto, poderá sentir medo e reagir sob a influência do passado.
As doenças psicossomáticas
As marcas deixadas na mente podem afetar o bem-estar do corpo e levar ao surgimento das chamadas doenças psicossomáticas. Geralmente, observamos mais o corpo e o mundo externo do que a própria mente. Com isso, nem sempre percebemos padrões mentais e emocionais negativos que podem estar causando ou agravando uma doença.
Como ensinava o professor de meditação S.N. Goenka:
Muitas doenças psicossomáticas desaparecem naturalmente quando as tensões mentais são dissolvidas. Se a mente está agitada, propicia o desenvolvimento de doenças físicas. Quando a mente adquire calma e pureza, as doenças desaparecem automaticamente.
Auto-observação e cura
Ao observar nosso próprio mundo interior, de pensamentos e sentimentos, começamos a compreender por que reagimos como reagimos. Além disso, quando nos dedicamos a práticas espirituais como meditação, oração, presença e quietude, permitimos que nosso corpo físico se cure como reflexo da cura mental.
Podemos começar observando:
Ao fazer isso, iniciamos o processo de libertação do sofrimento causado por nossas próprias reações inconscientes.
A oração só pode fazer por você o que ela pode primeiro fazer através dos seus pensamentos e sentimentos. A oração eficaz trabalha de dentro para fora. — Catherine Ponder
Como ensina Catherine Ponder, pastora e autora de As Leis Dinâmicas da Oração, a oração é poderosa porque ativa leis superiores da mente e do espírito. Ao orar, você libera uma força espiritual capaz de romper barreiras mentais que causam confusão ou estagnação. Pensamentos bloqueados e emoções negativas são dissolvidos, permitindo que uma energia mais elevada flua dentro e ao redor de você.
Entre os diversos tipos de oração, destaca-se a oração do silêncio. Nessa prática, você simplesmente aquieta a mente, relaxa o corpo e entra em comunhão com a dimensão espiritual.
A pastora descreve como o silêncio transforma a mente:
No silêncio, quando a mente consciente fica quieta, a mente subconsciente – onde estão as memórias e sentimentos – pode agir livremente. Nesse estado, a mente superconsciente, altamente sensível, começa a funcionar e traz novas inspirações e ideias. Embora o silêncio pareça ser um estado de “não fazer nada”, na verdade muita coisa acontece, pois todas as coisas surgem do silêncio.
Ainda segundo Catherine Ponder, a oração do silêncio é especialmente eficaz para aqueles que não percebem mais resultados com outros tipos de oração. No entanto, se você reconhece em si memórias negativas ou bloqueios psicológicos, pode ser útil continuar praticando formas mais conhecidas de oração, como afirmações e negações, antes de avançar para essa experiência mais profunda.
Para praticar a oração do silêncio de forma simplificada, lembre-se de:
Para praticar a oração do silêncio de forma mais formal, reserve um ou mais períodos do dia para seguir estes passos:
A oração do silêncio pode transformar diversas áreas de nossas vidas.
Inscreva-se no blog e receba em seu e-mail artigos para inspirar sua jornada de crescimento pessoal e espiritual!
A mente superconsciente é a ponte entre o intelecto e a sabedoria que flui do Ser. Ela não depende de lógica ou análise racional. Diferente do pensamento comum, ela se manifesta em lampejos intuitivos, soluções inesperadas e uma clareza que não vem do esforço, mas da entrega.
Em momentos difíceis, quando a conversa não avança, buscamos uma ajuda maior. Imagine um impasse em negócios, onde discussões travadas atrapalham os projetos. Ou veja uma reunião familiar, em que debates ferem os sentimentos. Até negociações entre países podem se tornar tensões que só agravam o conflito.
O conhecimento vem do intelecto, dos dados. Mas a sabedoria verdadeira flui do Ser. Ela brota do superconsciente, intuitiva e profunda, sem depender de argumentos racionais.
Podemos abrir espaço para essa energia com práticas simples. A prática da presença nos conecta com uma dimensão mais elevada. A respiração consciente acalma a mente e o coração. A quietude e os momentos de silêncio transformam conflitos em oportunidades de crescimento.
O superconsciente está sempre com você, guiando com amor e respeitando seu livre-arbítrio.
Inscreva-se no blog para receber conteúdos como este diretamente no seu e-mail!
Assine para acessar o restante do post e outros conteúdos exclusivos para assinantes.
Você tem um bichinho de estimação? Já notou como se sente ao cuidar ou brincar com ele?
Na correria do dia a dia, com a atenção dividida entre tantos estímulos, os animais nos ajudam a estar mais presentes. Quando interagimos com eles, seja cuidando ou brincando, nossa atenção se volta para o agora. Isso traz alívio, acalma a mente e, muitas vezes, interrompe o fluxo contínuo de pensamentos, permitindo o relaxamento.
Cuidar de um bichinho pode dar trabalho, mas também traz benefícios, especialmente para quem se sente sozinho, passa por momentos difíceis ou tem uma rotina desgastante. Nessas situações, os animais ajudam a manter a presença e favorecem a restauração da saúde mental.
A simplicidade do relacionamento com os bichinhos nos ajuda a perceber a vida além das narrativas da mente. A dimensão espiritual, sempre presente, se expressa nos animais, e percebemos isso com uma consciência livre de identificações.
Inscreva-se no blog para receber artigos diretamente em seu e-mail.
Este é um resumo sobre o que é o corpo de dor e como lidar com ele.
Chamamos de corpo de dor as memórias negativas do passado armazenadas na mente como energia latente. Quando ativadas, podem ressurgir como emoções e reações sutis ou intensas, causando sofrimento e arrependimento.
O corpo de dor e a saúde
Um corpo de dor denso pode causar altos e baixos emocionais, levando ao esgotamento físico e mental sem que a pessoa perceba.
Observe o corpo de dor sem reagir
Ao perceber uma sensação desagradável no corpo, concentre-se na respiração para se ancorar no momento presente.
O corpo de dor tenta absorver toda a atenção, gerando pensamentos e narrativas mentais que alimentam o sofrimento. Mantenha o foco na respiração.
Quando estiver com a atenção plenamente no agora, livre das narrativas, comece a observar as sensações no corpo e permita que se dissolvam naturalmente, sem expectativas.
Dessa forma, a luz da consciência assegura sua liberdade das emoções negativas e do passado.
Lembre-se: não somos o corpo de dor, e sim o Ser que está consciente dele.
É sempre bom lembrar a importância de focar no que nos fortalece.
Concentre sua atenção nas coisas boas da vida e perceba que o futuro será maravilhoso porque você sabe que seus atuais pensamentos harmoniosos irão germinar e crescer, produzindo frutos maravilhosos como saúde, felicidade, abundância e paz de espírito. – Joseph Murphy
Essa frase nos lembra os três padrões de foco mais comuns:
No que você pode focar agora e que está ao seu alcance? Como isso faz você se sentir?
Grande parte das pessoas vive diariamente com narrativas em sua mente, muitas vezes de forma inconsciente. Elas podem variar de breves comentários sobre pessoas e situações até histórias completas criadas ao longo do dia. Se não houver consciência, esse hábito de criar narrativas pode influenciar nosso bem-estar e minar nossas emoções.
Conversar consigo mesmo é uma das maneiras de utilizar a mente pensante. Ela pode ser útil em muitas circunstâncias, como para raciocinar, fazer planos, redigir um texto ou fazer um programa de computador.
Entretanto, se não estivermos conscientes do conteúdo das histórias que contamos para nós mesmos, podemos gerar sofrimento não só para nós como também para as pessoas ao nosso redor. Isso ocorre porque essas histórias influenciam nosso estado emocional e, consequentemente, nosso comportamento. As narrativas podem conter percepções enganosas sobre fatos e sobre quem somos, além de serem carregadas de emoções negativas do passado.
Por exemplo, uma pessoa lhe diz algo e você, por causa de um acontecimento anterior, interpreta como uma ofensa, mesmo que essa não tenha sido a intenção. Ou então, você se percebe como alguém incapaz de realizar algo que deseja e cria narrativas baseadas nessa crença, que não contribuem para sua felicidade.
É necessário utilizar a mente pensante de forma equilibrada e estar consciente do conteúdo das narrativas que criamos.
Quando estamos conscientes das narrativas, conseguimos discernir aquelas que nos fortalecem daquelas que não. Qualquer narrativa é apenas um padrão de pensamento que depende da nossa atenção para existir. Assim, somos capazes de prevenir que uma narrativa consuma nossa energia simplesmente retirando o foco dela.
Dependendo do estado emocional em que nos encontramos, pode ser desafiador nos libertarmos de uma narrativa. Emoções negativas do passado podem reforçar o surgimento de pensamentos negativos, que, por sua vez, alimentam um estado emocional desfavorável, formando um ciclo difícil de romper. A solução é a prática da presença, permitindo que a luz da consciência dissolva os padrões negativos de pensamentos.
Podemos praticar a presença a qualquer momento, dedicando alguns minutos por dia ao silêncio, em um estado de quietude. Essa prática ajuda a dissolver padrões de pensamentos repetitivos que consomem nossa energia.
Você já notou se tem o hábito de conversar consigo mesmo ao longo do dia? Cria narrativas com frequência? Como isso afeta suas emoções e seu comportamento?
Para saber mais sobre a prática da presença, entre em contato.
Você precisa fazer login para comentar.