Suavizando a rigidez

Hoje vamos refletir sobre a importância de suavizar aquilo que nos torna rígidos e inflexíveis. Essa rigidez pode nos afastar do que desejamos manifestar em nossa experiência.

A rigidez funciona como uma máscara. Geralmente é resultado de uma ferida emocional. Reagimos condicionados pelo passado, tentando nos proteger do que acreditamos que pode nos atingir ou prejudicar. No entanto, como já sabemos, certas reações acabam gerando arrependimento quando não percebemos a influência de emoções antigas.

Quando me torno consciente dessa rigidez condicionada, posso mudar minha forma de reagir. Posso agir com clareza, em vez de apenas reagir. Assim, o ciclo de uma reação após a outra começa a se quebrar.

Respire e permita que a rigidez se suavize

Nossa respiração está unida à respiração de todo o cosmos. Ao levar a atenção para a própria respiração na região do coração, algo sutil acontece. Abrimos espaço para que o brilho espiritual irradie, influenciando a maneira como pensamos, sentimos e agimos. Assim, já não ficamos identificados com um pequeno e rígido “eu”.

Dessa forma, podemos oferecer a melhor resposta ou fazer o que é adequado em determinada situação. Às vezes, somos convidados a permanecer em silêncio e assistir o universo prover aquilo que é necessário para o momento. Tudo isso é um reflexo do estado de consciência em que nos encontramos agora.

Que seu caminho seja sempre iluminado!

Jesus aramaico

Há algum tempo descobri o trabalho de Neil Douglas-Klotz, acadêmico nas áreas que interligam estudos religiosos e psicologia. Há mais de quarenta anos, o escritor e músico pesquisa línguas semíticas antigas (aramaico, árabe, hebraico, etc.) e o significado dos ditos de Jesus Cristo, levando em conta seu idioma nativo — o aramaico.

Por meio dessa literatura, aprendemos que os ensinamentos de Yeshua — como Jesus era chamado em seu tempo — conectam corpo, mente e espírito de forma transformadora. Essa abordagem explora outros aspectos da vida de Jesus, além daqueles que conhecemos pela Bíblia. Com orações corporais, contemplação e práticas de respiração, a mensagem do mestre é acolhida no coração.

O aramaico

A língua aramaica se baseia em verbos, e não em substantivos. Ela aponta para processos, e não para sujeitos fixos. Tudo está acontecendo.

A distinção espacial também é diferente. Palavras como “dentro” podem indicar “entre” ou “ao redor”. Além disso, o que chamamos de corpo, mente e espírito está interligado à natureza e aos mundos invisíveis. Uma única palavra pode ser compreendida em vários níveis de significado.

Em aramaico, a palavra ruha pode significar “sopro”, “espírito”, “ar”, “vento”, “respiração” ou a própria “alma” — isto é, a parte de nós que está sempre ligada ao Grande Sopro, à fonte da vida. — Neil Douglas-Klotz

A mensagem viva

No livro A Mensagem Viva de Jesus (título original: The Aramaic Jesus Book of Days), Douglas-Klotz apresenta uma nova compreensão da mensagem de Yeshua aplicada ao dia a dia. São quarenta capítulos para serem vivenciados em quarenta dias de transformação interior.

Por exemplo, o que foi traduzido em Mateus 6:10 como:

Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu

poderia ser compreendido originalmente como:

Que o Sopro da vida suscite uma nova manifestação de coragem-desejo em mim e por meu intermédio, unindo céu e terra, em todos os momentos e aqui e agora na minha vida — Neil Douglas-Klotz

Temos também a bem-aventurança que, em Mateus 5:5, foi traduzida como:

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra

que pode ser interpretada assim:

Sintonizados com a Fonte e felizes em maturidade são os que suavizam conscientemente o que é muito rígido neles. Eles recebem sua herança natural de força e cura da dádiva de fazer parte do mundo da natureza, de estar encarnados no tempo e no espaço — Neil Douglas-Klotz

Para saber mais, consulte:

Até breve!