Humor durante as mudanças

Muitas vezes ouvimos falar sobre a importância do bom humor, especialmente nos momentos de mudança de hábitos ou de estilo de vida voltados ao nosso bem-estar e saúde.

Em Aprendendo a Gostar de Si Mesmo, Louise Hay reforça que o humor é uma ferramenta poderosa e libertadora, que contribui para a cura:

Às vezes estamos tão empenhados em investir na mudança, que a vida fica pesada. Procure rir e divertir-se. Isso ajudará na sua transformação e fará de você uma pessoa leve, agradável para você e para os outros. Há vários depoimentos de pessoas que se curaram de doenças procurando situações divertidas e engraçadas.

Já em Peça e Será Atendido, os autores Esther e Jerry afirmam que estar de mau humor, zangado ou preocupado dificulta o fluxo do bem-estar em nossa experiência e a realização dos nossos desejos. Eles enfatizam:

A saúde que está sendo permitida ou negada tem a ver com o pensamento, o humor e a atitude. Tratar do corpo realmente tem a ver com tratar da mente. Tudo é psicossomático. Sem exceção.

E, para finalizar, vamos lembrar do conselho de Joseph Murphy em A Força do Poder da Fé:

As convicções subconscientes e o condicionamento ditam e controlam nossos atos. Você pode recondicionar sua mente identificando-se com as verdades eternas. Comece agora enchendo a mente com os conceitos de paz, alegria, amor, bom humor, felicidade e boa vontade. Ocupe-a com essas ideias; enquanto faz isso, elas vão penetrar no nível subconsciente e se tornar orquídeas no jardim de Deus.

Até breve!

Qual seu estado interior?

Para viver em harmonia, é fundamental cultivar estados emocionais fortalecedores que nos apoiem na direção desejada.

Mas como podemos garantir que permanecemos nesses estados ao longo do dia?

O primeiro passo é desenvolver a consciência sobre como estamos nos sentindo em cada momento. Isso começa com a atenção ao que acontece em nosso corpo, que oferece sinais claros sobre o que se passa em nossa mente.

Por exemplo, uma respiração superficial e irregular pode indicar ansiedade. Já um desconforto na região do estômago pode ser sinal de nervosismo.

No livro Meditação Vipassana, o professor S.N. Goenka explica a conexão entre corpo e mente:

Cada pensamento, cada emoção, cada ação mental é acompanhada por uma sensação correspondente dentro do corpo. Por essa razão, ao observar as sensações físicas, observamos também a mente. As sensações são indispensáveis para que se possa explorar a verdade mais profunda. Seja o que for que encontremos no mundo, provocará sempre uma sensação dentro do corpo. A sensação é a encruzilhada onde a mente e o corpo se encontram.

Muitas vezes, não temos consciência da causa dessas sensações. No entanto, isso não nos impede de utilizá-las como sinais para reconhecer nosso estado emocional atual e, assim, promover mudanças internas que nos fortaleçam.

Para perceber esses sinais, é necessário estar presente, ou seja, manter a atenção no momento presente.

Eckhart Tolle, em seu livro Um Novo Mundo: O Despertar de Uma Nova Consciência, menciona um estado negativo comum que frequentemente ignoramos por parecer habitual:

Você costuma ter uma sensação de descontentamento que poderia ser descrita como uma espécie de ressentimento em segundo plano? Ela pode ser específica ou não. Muitas pessoas passam uma grande parte da vida nesse estado. Elas se identificam tanto com ele que não conseguem se afastar e detectá-lo. O que sustenta essa sensação são certas crenças que mantemos de modo inconsciente, determinados pensamentos.

Desenvolver a consciência do estado interior é um hábito que pode ser cultivado por meio da prática da presença e respiração consciente.

Até o próxima artigo!