O Ho’oponopono

Já citamos aqui no blog o Ho’oponopono, sistema havaiano de resolução de problemas. Hoje, vamos falar sobre seus princípios.

A versão do Ho’oponopono que conhecemos hoje foi criada por Morrnah Nalamaku Simeona (1913–1992), kahuna lapaʻau (curandeira havaiana) reconhecida como Tesouro Vivo do Havaí em 1983. Ela desenvolveu um método individual, no qual cada pessoa se torna seu próprio mestre e curador.

Ho’oponopono significa “tornar certo, corrigir um erro”. Trata-se de um processo espiritual de arrependimento, perdão e transmutação. Morrnah Simeona ensinava que, ao assumirmos total responsabilidade pelas memórias que carregamos, podemos nos libertar dos padrões repetitivos da mente. Ao entregar essas memórias à Divindade interior, permitimos que a inspiração e a paz fluam naturalmente em nossas vidas.

Morrnah resumia os fundamentos do Ho’oponopono da seguinte forma:

Somos a soma de todas as nossas experiências. Isso quer dizer que acumulamos as lembranças do passado. Quando sentimos medo ou alguma inquietação, se nos observarmos com atenção, nos daremos conta de que a causa dessa angústia é uma lembrança. As emoções vinculadas a essa memória nos afetam. O subconsciente associa uma ação ou pessoa do presente a algo que ocorreu no passado. Quando isso acontece, as emoções se ativam e surge o estresse.

Maria-Elisa Hurtado-Graciet, autora do livro Ho’oponopono para Todos os Dias, nos convida a adotar uma nova forma de estar no mundo. Ela explica que não existe nada fora de nós, e que tudo existe graças aos nossos pensamentos. Assim, pensamentos puros criam uma realidade física transbordante de amor e paz. Porém, uma mente carregada de memórias desprovidas de amor cria um mundo com problemas e conflitos.

A autora também nos lembra que os princípios parecem simples, mas podem ser difíceis de aceitar. Não se trata de acreditar neles, e sim de experimentá-los e comprová-los por experiência própria.

Em essência, o Ho’oponopono tem como objetivo a liberdade – a liberação completa do passado. — Morrnah Simeona

Quer conhecer mais sobre o Ho’oponopono?

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A Lei da Atração

Este artigo traz uma introdução com os pontos-chave da Lei da Atração.

Esther e Jerry Hicks, autores do livro Peça e Será Atendido, explicam de forma simples o conceito da Lei:

Todo pensamento vibra, todo pensamento emite um sinal e todo pensamento atrai de volta um sinal correspondente. Chamamos esse processo de Lei da Atração. Em que consiste? Leia com bastante atenção, pois este é um ponto importante e, no entanto, simples: coisas com vibrações semelhantes se atraem.

A força da atração

A Lei da Atração Mental é uma força poderosa que está sempre em ação em nossas vidas — estejamos conscientes dela ou não.

Nossos pensamentos, sentimentos e crenças exercem uma influência direta sobre o que atraímos para a nossa realidade.

Ao entendermos essa verdade fundamental, percebemos que somos os criadores da nossa própria experiência, moldando o mundo ao nosso redor por meio de nossos pensamentos e emoções.

Ponto de atração

Um conceito importante da Lei é o ponto de atração:

Aquilo a que você está dando atenção fará com que emita uma vibração. Essas vibrações correspondem ao seu pedido. Aqui se encontra seu ponto de atração. — Esther e Jerry Hicks

Você atrai a essência do que está focando

A Lei atrai aquilo em que focamos, mas não distingue se estamos focando no que desejamos ou no que não desejamos.

Segundo a poderosa Lei Universal da Atração, você atrai para si a essência daquilo que ocupa predominantemente seus pensamentos. Por isso, se pensar intensamente nas coisas que deseja, sua experiência de vida refletirá essas coisas. Mas, se estiver pensando constantemente nas coisas que não deseja, sua experiência de vida também refletirá essas coisas. — Esther e Jerry Hicks

Desejos e crenças correspondentes

O inconsciente e nossas crenças determinam se estamos ou não atraindo aquilo em que focamos. Não adianta desejar algo se, no íntimo, acreditamos ser impossível de alcançar.

As vibrações de seus desejos e de suas crenças devem estar sintonizadas para que você receba o que deseja. — Esther e Jerry Hicks

Resistência mental

Lembre-se de que a resistência mental — como o medo ou a preocupação — pode criar barreiras que impedem o bem de chegar até nós.

Em vez de lutar contra essas emoções negativas, devemos aprender a liberá-las e substituí-las com as práticas espirituais que já conhecemos.

Estamos mesmo focando no que desejamos? Leia também o artigo Foque no que lhe fortalece.

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Peça e será atendido: Aprendendo a manifestar seus desejos.

Feridas emocionais

Nossas ações e reações são influenciadas não apenas por pensamentos, mas também por feridas emocionais. Se não estivermos conscientes, essas feridas podem mascarar nossa natureza essencial e impedir a cura emocional.

Lise Bourbeau, autora de As Cinco Feridas Emocionais, explica que o ego cria cinco máscaras que correspondem às cinco grandes feridas básicas vividas pelo ser humano:

FeridaMáscara
RejeiçãoEscapista
AbandonoDependente
HumilhaçãoMasoquista
TraiçãoControlador
InjustiçaRígido

Quando permitimos que nosso ego, com seus medos e crenças, dirija nossa vida, não somos fiéis ao nosso Deus interior e às necessidades de nosso ser. — Lise Bourbeau

Bourbeau dá um exemplo de uso das máscaras: uma pessoa que percebe injustiça em uma situação, ou tem medo de ser ou de se achar injusta, veste uma máscara de rigidez, adotando o comportamento de alguém rigoroso e inflexível.

A autora resume:

É assim com todas as feridas emocionais. São muitas as ocasiões em que nos julgamos rejeitados, abandonados, traídos, humilhados ou tratados de forma injusta. Na realidade, todas as vezes que nos sentimos feridos, nosso ego acredita que outro indivíduo deve ser recriminado. Sempre procuramos culpar alguém pela nossa dor. Às vezes culpamos a nós mesmos, e isso é tão injusto quanto culpar outra pessoa. Na vida, não existem pessoas culpadas: apenas pessoas sofredoras.

Quando observamos as situações que se repetem em nossa experiência, reconhecemos a atuação de uma ou mais máscaras do ego. Nesse processo, tomamos consciência de como grande parte das interações humanas ainda sofre a influência das feridas emocionais do passado.

Todos nós temos a mesma missão neste planeta: viver experiências até conseguir aceitá-las e nos amar através delas. — Lise Bourbeau

Até o próximo artigo!

Os aspectos da mente

No artigo anterior, falamos sobre a essência que somos — o Ser, a Consciência —, que se expressa por meio do corpo físico e da mente. Neste artigo, vamos nos aprofundar nesta última.

A mente humana pode ser compreendida em três aspectos funcionais: consciente, subconsciente e superconsciente. Cada um desses aspectos desempenha um papel essencial na forma como pensamos, sentimos e agimos.

É com a mente consciente que fazemos escolhas deliberadas. É o “eu” que fala, decide, raciocina e vigia pensamentos e sensações. É através dela que escolhemos mudar um hábito, iniciar um novo caminho ou cultivar um pensamento positivo.

O subconsciente é o aspecto da mente responsável pelas funções automáticas do corpo, como o funcionamento dos órgãos internos e a respiração. É também o local onde as memórias são armazenadas e de onde as emoções se originam. Ele reage aos comandos da mente consciente e se esforça para criar um ambiente de liberdade e felicidade.

O superconsciente é uma dimensão elevada da mente, conhecido como “Eu Sou”, “Eu Superior” ou “Mente de Cristo”. Sempre presente, ele atua como guia e apoio, respeitando o livre-arbítrio. Conectado à sabedoria e à vida universal, supervisiona as mentes consciente e subconsciente, ativando a energia mais potente no corpo e na mente.

Esses três aspectos operam em conjunto. Quando temos um desejo sincero de mudar, usamos o consciente para afirmar essa intenção. O subconsciente entra em ação, reunindo o que aprendemos e sentimos. Por fim, o superconsciente alinha essa intenção com um propósito maior.

A compreensão dessas características da mente favorece um estado de harmonia interior, no qual cada parte desempenha seu papel, enquanto nossa essência — a consciência além das formas — testemunha os resultados naturais dessa cooperação.

Até o próximo artigo!

O estado de consciência

O estado de consciência, ou conscientização, é uma expressão usada para indicar a combinação de elementos presentes em nossa mente em um determinado momento: pensamentos, sentimentos, crenças e percepções.

Corpo e mente estão interligados, portanto, o estado de consciência também se reflete no corpo, influenciando nossa saúde e vitalidade.

A realidade externa

Tudo o que acontece conosco — pessoas e situações em nossa experiência imediata — é a manifestação material do nosso estado de consciência atual.

O místico americano Joel Goldsmith, autor de O Caminho Infinito, explicava essa ideia da seguinte forma:

Nunca é uma pessoa, e sim um estado de consciência, que cura, que regenera, que pinta, escreve ou compõe. O estado de consciência se manifesta a nós como pessoa por causa do conceito finito que temos de Deus e do homem.

Portanto, se desejamos melhorar algo que está insistindo em se manifestar na realidade externa, primeiro precisamos renovar nossa mente.

A consciência desperta

A consciência desperta é aquela que não está identificada com o conteúdo da mente, pois reconhece a si mesma além das formas.

Nossa verdadeira existência é como Espírito, e só na medida em que percebemos nossa real existência como Espírito é que abandonamos o falso sentido de vida material. — Joel Goldsmith

Até o próximo artigo!

Acalmando conversas

Muitos elementos influenciam o tom de uma conversa: o assunto em pauta, o ambiente ao redor, o estado emocional e o corpo de dor — memórias de emoções negativas do passado — dos participantes, entre outros. No entanto, um fator pouco comentado — e muito poderoso — é o nível de presença de cada pessoa envolvida.

Talvez você já tenha participado daquelas conversas agitadas, em que todos falam ao mesmo tempo e não há espaço nem para uma respiração calma e natural. Normalmente, esse tipo de conversa não leva a resultados muito satisfatórios.

Estar presente é abrir espaço para que a sabedoria do Ser — a dimensão espiritual — se manifeste por meio das formas: nossas mentes, corpos e o mundo ao redor. Quando um ou mais participantes compreendem a importância de permanecerem presentes durante a conversa, aumentam as chances de um resultado harmonioso.

Como permanecer presente?

Quando você mantém o foco no aqui e agora, permanece presente e enxerga com mais clareza o que está sendo apresentado. Ao voltar parte da atenção para o corpo e observar a respiração, evita ser levado por pensamentos que ativam emoções do passado. Desse modo, reage e decide com mais consciência, evitando ser influenciado por memórias negativas.

Por se tratar de uma prática, evoluímos com o tempo. Praticar a presença traz efeitos surpreendentes — começando por uma mudança em nosso estado emocional e, depois, no mundo ao redor. Só precisamos confiar e dar os primeiros passos: começar com um minuto aqui, outro ali.

Vamos praticar?

O Ser além da mente

Em algum momento da vida, passamos a questionar quem somos e qual é nossa verdadeira natureza. Para algumas pessoas, essa busca por respostas pode surgir espontaneamente. Para outras, pode ser um acontecimento específico ou ainda uma insatisfação que parece estar sempre presente, como dizendo: “há algo além disso.”

O Ser e a mente

Nós nos enxergamos através da mente, e o que habitualmente chamamos de “eu” está sempre mudando: corpo físico, pensamentos, sensações. Porém, com a prática da auto-observação, da meditação ou da presença, começamos a perceber que somos algo mais sutil — o que pode ser chamado de Consciência, Espírito, Ser. Nossa essência está além das formas físicas e mentais e se expressa através delas.

Transformação interior

Quando nossa percepção muda e descobrimos essa outra dimensão de nós mesmos, ocorre um tipo de transformação. Percebemos que os pensamentos são formas de energia que influenciam o que sentimos e como agimos, mas não determinam quem somos. Podemos escolher acreditar — ou não — numa narrativa que a mente ou alguém esteja contando. Podemos escolher um pensamento que gera uma emoção positiva ou negativa. Ou ainda, podemos escolher entre reagir ou permanecer presentes, inabaláveis. É o nível de identificação com o conteúdo da mente que determina nossas ações e reações, mas é sempre você, a Consciência, por trás de tudo.

Liberdade e paz

Essa mudança de percepção traz liberdade, pois os pensamentos perdem o poder — um poder que havia sido dado por nós mesmos. Agora, a mente passa a desempenhar seu papel original: uma via de transmissão por onde flui a sabedoria que vem do Ser — ou do Espírito. E então, a paz que excede a compreensão intelectual é experimentada.

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