Suavizando a rigidez

Hoje vamos refletir sobre a importância de suavizar aquilo que nos torna rígidos e inflexíveis. Essa rigidez pode nos afastar do que desejamos manifestar em nossa experiência.

A rigidez funciona como uma máscara. Geralmente é resultado de uma ferida emocional. Reagimos condicionados pelo passado, tentando nos proteger do que acreditamos que pode nos atingir ou prejudicar. No entanto, como já sabemos, certas reações acabam gerando arrependimento quando não percebemos a influência de emoções antigas.

Quando me torno consciente dessa rigidez condicionada, posso mudar minha forma de reagir. Posso agir com clareza, em vez de apenas reagir. Assim, o ciclo de uma reação após a outra começa a se quebrar.

Respire e permita que a rigidez se suavize

Nossa respiração está unida à respiração de todo o cosmos. Ao levar a atenção para a própria respiração na região do coração, algo sutil acontece. Abrimos espaço para que o brilho espiritual irradie, influenciando a maneira como pensamos, sentimos e agimos. Assim, já não ficamos identificados com um pequeno e rígido “eu”.

Dessa forma, podemos oferecer a melhor resposta ou fazer o que é adequado em determinada situação. Às vezes, somos convidados a permanecer em silêncio e assistir o universo prover aquilo que é necessário para o momento. Tudo isso é um reflexo do estado de consciência em que nos encontramos agora.

Que seu caminho seja sempre iluminado!

Feridas emocionais

Nossas ações e reações são influenciadas não apenas por pensamentos, mas também por feridas emocionais. Se não estivermos conscientes, essas feridas podem mascarar nossa natureza essencial e impedir a cura emocional.

Lise Bourbeau, autora de As Cinco Feridas Emocionais, explica que o ego cria cinco máscaras que correspondem às cinco grandes feridas básicas vividas pelo ser humano:

FeridaMáscara
RejeiçãoEscapista
AbandonoDependente
HumilhaçãoMasoquista
TraiçãoControlador
InjustiçaRígido

Quando permitimos que nosso ego, com seus medos e crenças, dirija nossa vida, não somos fiéis ao nosso Deus interior e às necessidades de nosso ser. — Lise Bourbeau

Bourbeau dá um exemplo de uso das máscaras: uma pessoa que percebe injustiça em uma situação, ou tem medo de ser ou de se achar injusta, veste uma máscara de rigidez, adotando o comportamento de alguém rigoroso e inflexível.

A autora resume:

É assim com todas as feridas emocionais. São muitas as ocasiões em que nos julgamos rejeitados, abandonados, traídos, humilhados ou tratados de forma injusta. Na realidade, todas as vezes que nos sentimos feridos, nosso ego acredita que outro indivíduo deve ser recriminado. Sempre procuramos culpar alguém pela nossa dor. Às vezes culpamos a nós mesmos, e isso é tão injusto quanto culpar outra pessoa. Na vida, não existem pessoas culpadas: apenas pessoas sofredoras.

Quando observamos as situações que se repetem em nossa experiência, reconhecemos a atuação de uma ou mais máscaras do ego. Nesse processo, tomamos consciência de como grande parte das interações humanas ainda sofre a influência das feridas emocionais do passado.

Todos nós temos a mesma missão neste planeta: viver experiências até conseguir aceitá-las e nos amar através delas. — Lise Bourbeau

Até o próximo artigo!