O superconsciente

Hoje vamos falar sobre um aspecto da mente pouco conhecido e que tem uma importância maior do que imaginamos.

O superconsciente também é chamado de “Eu Sou”, “Eu Superior” e “Mente de Cristo”. Ele está sempre presente, não dorme, e está sempre pronto para nos ajudar e orientar, seja nos momentos de tomada de decisões importantes, inspirando escolhas mais acertadas, ou ao lidar com desafios emocionais, oferecendo calma e clareza para superar situações difíceis. Além disso, o superconsciente respeita o livre-arbítrio, ou seja, ele respeita nossas decisões conscientes, a menos que nossa integridade esteja sendo violada, como em situações graves que ameaçam nossa segurança e bem-estar.

Joseph Murphy, autor do livro O Poder do Subconsciente, explica que o superconsciente é a Presença Divina, “O Cristo em você, a esperança de Glória” e tem uma ligação com a mente subconsciente.

Essa ligação entre superconsciente e subconsciente também é explicada no livro Limite Zero, que fala a respeito do sistema havaiano Ho’oponopono. Nele, utiliza-se quatro frases para transmutar memórias e bloqueios mentais inconscientes. Os autores Joe Vitale e Ihaleakala Hew Len explicam que a mente superconsciente supervisiona as mentes consciente e subconsciente, examinando seus pedidos e realizando as mudanças apropriadas antes de encaminhá-las ao Divino Criador.

Catherine Ponder, autora conhecida de livros sobre cura espiritual e prosperidade, explica que o superconsciente tem acesso direto à vida e sabedoria universais:

A atividade superconsciente da mente desperta e ativa a forma mais potente de energia na mente e no corpo do homem! Milagres geralmente acontecem quando a Divina Inteligência é ativada. Ela parece liberar níveis mentais e espirituais mais profundos que conseguem reverter as leis naturais do corpo, se necessário, para que o incurável seja então curado.

Você já conhecia esse aspecto da mente e do Ser?

Boas Festas!

O espírito tranquilo

Uma consciência tranquila irradia energias capazes de transformar não só o corpo físico, mas também o ambiente ao nosso redor.

Inspirado por esse tema, compartilho hoje algumas orientações do pastor Norman Vincent Peale, autor do best-seller O Poder do Pensamento Positivo.

Adote uma atitude calma

Peale explica que a paz interior é essencial para uma vida equilibrada:

Uma vida cheia de agitações e tensão é difícil. A vida cheia de paz interior, sendo harmoniosa e sem tensão, é o modo mais fácil de se viver. A sua principal luta pois, em conquistar a paz de espírito, está no esforço de poder restaurar o seu modo de pensar e adotar uma atitude calma, aceitando de Deus a dádiva da paz.

“Esvazie” e depois “encha” o espírito de positividade

Para Peale, esvaziar a mente é uma prática indispensável:

Recomendo que se faça o “esvaziamento do espírito” pelo menos duas vezes ao dia ou mais, se necessário. Procure expurgar dele o medo, o ódio, a sensação de insegurança e de culpa e os pesares. O simples fato de você fazer conscientemente esse esforço para “esvaziar” o espírito tende a proporcionar grande alívio. (…) comece logo a “encher” o espírito de pensamentos criadores e sadios.

Palavras de paz

O autor destaca o poder transformador das palavras:

As palavras têm um profundo poder de sugestão e cura. Pronuncie palavras desarrazoadas e seu espírito logo se verá presa de certo nervosismo. Talvez você sinta um mal no estômago, que afetará todo seu mecanismo físico. Se, pelo contrário, você falar palavras de paz e serenas, seu espírito reagirá de uma maneira também serena. Use um vocábulo como “tranquilidade”. Repita-o lentamente várias vezes.

Palavras da Bíblia

Peale ressalta a força terapêutica das Escrituras:

As palavras da Bíblia têm um valor terapêutico particularmente forte. Deixe-as caírem em seu espírito e permita que “se dissolvam” na consciência. Elas espalharão um bálsamo purificador por toda a sua estrutura mental. É este um dos processos mais simples e mais eficientes para se conseguir paz de espírito.

Conversação

O tom e as palavras escolhidas ao falar também fazem diferença:

Há outras maneiras pelas quais você poderá desenvolver a serenidade, tanto no espírito como nas atitudes. Uma delas é por meio da conversação. Segundo as palavras que empregarmos e o tom em que as exprimirmos, podemos tornar-nos nervosos, vibráteis e coléricos. De nosso modo de falar é que poderão ser positivos ou negativos os resultados. Com a linguagem poderemos também conseguir reações serenas. Falemos sempre com serenidade para ter a paz que desejamos.

Comece o dia com alegria

Peale enfatiza a importância do estado de espírito ao começar o dia:

Comece sempre o dia com disposição alegre e feliz que tudo lhe correrá bem. Tal disposição constitui um fator ativo e definitivo para se criar condições satisfatórias. Observe, pois, seu modo de falar se deseja alimentar sua paz de espírito.

Pratique o silêncio

Por fim, ele recomenda um momento diário de introspecção:

Outra técnica eficiente para se desenvolver a paz de espírito é praticar diariamente o silêncio. Todas as pessoas deviam insistir em manter, pelo menos, uns quinze minutos de absoluto silêncio a cada vinte e quatro horas. Vá sozinho a um lugar onde possa sentar-se ou deitar-se durante uns quinze minutos e pratique a arte do silêncio. Não converse com pessoa alguma. Não escreva nem leia. Pense o menos possível.

Gostou dessas reflexões? Que tal colocá-las em prática?

Qual seu estado interior?

Para viver em harmonia, é fundamental cultivar estados emocionais fortalecedores que nos apoiem na direção desejada.

Mas como podemos garantir que permanecemos nesses estados ao longo do dia?

O primeiro passo é desenvolver a consciência sobre como estamos nos sentindo em cada momento. Isso começa com a atenção ao que acontece em nosso corpo, que oferece sinais claros sobre o que se passa em nossa mente.

Por exemplo, uma respiração superficial e irregular pode indicar ansiedade. Já um desconforto na região do estômago pode ser sinal de nervosismo.

No livro Meditação Vipassana, o professor S.N. Goenka explica a conexão entre corpo e mente:

Cada pensamento, cada emoção, cada ação mental é acompanhada por uma sensação correspondente dentro do corpo. Por essa razão, ao observar as sensações físicas, observamos também a mente. As sensações são indispensáveis para que se possa explorar a verdade mais profunda. Seja o que for que encontremos no mundo, provocará sempre uma sensação dentro do corpo. A sensação é a encruzilhada onde a mente e o corpo se encontram.

Muitas vezes, não temos consciência da causa dessas sensações. No entanto, isso não nos impede de utilizá-las como sinais para reconhecer nosso estado emocional atual e, assim, promover mudanças internas que nos fortaleçam.

Para perceber esses sinais, é necessário estar presente, ou seja, manter a atenção no momento presente.

Eckhart Tolle, em seu livro Um Novo Mundo: O Despertar de Uma Nova Consciência, menciona um estado negativo comum que frequentemente ignoramos por parecer habitual:

Você costuma ter uma sensação de descontentamento que poderia ser descrita como uma espécie de ressentimento em segundo plano? Ela pode ser específica ou não. Muitas pessoas passam uma grande parte da vida nesse estado. Elas se identificam tanto com ele que não conseguem se afastar e detectá-lo. O que sustenta essa sensação são certas crenças que mantemos de modo inconsciente, determinados pensamentos.

Desenvolver a consciência do estado interior é um hábito que pode ser cultivado por meio da prática da presença e respiração consciente.

Humildes de espírito

No trecho conhecido como o Sermão da Montanha, na Bíblia, Jesus fala sobre as bem-aventuranças e menciona os humildes de espírito:

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

Hoje, compartilho duas citações que nos ajudam a compreender melhor esse ensinamento.

A pastora Catherine Ponder, conhecida por seus livros sobre prosperidade, como As Leis Dinâmicas da Prosperidade e O Milionário de Nazaré, explica que, ao mencionar os pobres de espírito, Jesus não estava promovendo a pobreza como virtude espiritual:

Com a expressão “pobre em espírito”, referia-se aos homens sem vaidade, orgulho ou quaisquer atitudes que impedissem sua humildade ou a aceitação das ideias divinas e de suas consequentes bênçãos.

Eckhart Tolle, autor do best-seller Um Novo Mundo: O Despertar de Uma Nova Consciência, reforça essa ideia:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, disse Jesus. O que significa “humildes de espírito”? Nenhuma bagagem interior, nenhuma identificação. Nenhuma relação com coisas ou com conceitos mentais que possuam uma percepção do eu.

Ele complementa explicando o que é o Reino dos Céus:

E o que é o “Reino dos Céus”? A simples, porém profunda, alegria do Ser que está presente quando abandonamos as identificações e nos tornamos “humildes de espírito”.

Até o próximo artigo!

O poder da quietude

Eckhart Tolle, autor do livro O Poder do Silêncio, fala sobre a sabedoria e a quietude:

A sabedoria vem da capacidade de manter a calma e o silêncio interior. Veja e ouça apenas. Não é preciso nada além disso. Manter a calma, olhando e ouvindo, ativa a inteligência que existe dentro de você. Deixe que a calma interior oriente suas palavras e ações.

Ouvir o silêncio desperta a dimensão sem forma que já existe dentro de nós. Quando percebemos o silêncio à nossa volta, estamos presentes, mas não envolvidos na agitação mental.

Thich Nhat Hanh, autor do livro Silêncio, explica que praticar o silêncio para esvaziar o barulho interior nos traz liberdade:

Com silêncio nobre, você poderá caminhar, sentar-se e desfrutar uma refeição. Dessa forma, você terá liberdade suficiente para desfrutar o fato de estar vivo e poderá apreciar todas as maravilhas da vida. Além disso será mais capaz de curar a si mesmo, mental e fisicamente. Você terá a capacidade de ser, de estar presente, vivo. Pois será verdadeiramente livre… livre de arrependimentos e sofrimentos relativos ao passado, livre do medo e das incertezas quanto ao futuro, livre de qualquer tipo de burburinho mental.

Ele também nos lembra:

A fim de manifestarmos nossa real natureza, devemos deter a conversa ininterrupta que preenche todos os espaços em nosso interior.

Como podemos fazer isso?

A maneira mais fácil de nos libertarmos do pensamento incessante é praticando a respiração consciente. Por meio dela, conseguimos cultivar a quietude e estar plenamente presentes.

Que tal experimentar?

Participe de uma sessão em grupo Respirar e Ser para vivenciar a prática da respiração consciente e explorar a quietude em sua vida.

O Ser

O que é o Ser?

O Ser é um nome para algo além do que as palavras podem expressar. Ele é simultaneamente transcendente (além do tempo e espaço) e imanente (inseparável de quem nós somos).

Convido você a reservar um momento para ler e refletir sobre a explicação de Eckhart Tolle, autor do best-seller O Poder do Agora, sobre o Ser:

Ser é a eterna e sempre presente Vida Única, que existe além das inúmeras formas de vida sujeitas ao nascimento e à morte. Entretanto, o Ser não está apenas além, mas também dentro de todas as formas, como a mais profunda, invisível e indestrutível essência interior. Isso significa que ele está ao seu alcance agora, sob a forma de um eu interior mais profundo, que é a verdadeira natureza dentro de você. Mas não procure apreendê-lo com a mente. Não tente entendê-lo. Só é possível conhecê-lo quando a mente está serena. Se estiver alerta, com toda a sua atenção voltada para o Agora, você até poderá sentir o Ser, mas jamais conseguirá compreendê-lo mentalmente. Recuperar a consciência do Ser e submeter-se a esse estado de “percepção dos sentidos” é o que se chama iluminação.

Quer recuperar a consciência do Ser?

Participe da sessão online em grupo Respirar e Ser.

A respiração

Fixar a atenção na respiração desenvolve a consciência do momento presente. — S.N. Goenka

Respiração e espiritualidade

A respiração não é apenas uma função biológica. Práticas como ioga e meditação a utilizam como fundamento essencial no desenvolvimento espiritual.

Como ensinava o professor de meditação S.N. Goenka, pioneiro na popularização da meditação Vipassana:

No momento em que a mente esteja totalmente focalizada na respiração, estará livre de avidez, livre de aversão e livre de ignorância. Por mais breve que seja esse momento de pureza, é muito poderoso, porque desafia todos os condicionamentos do passado.

Eckhart Tolle, autor do best-seller Um Novo Mundo – O despertar de uma nova consciência, explica que tornar-se consciente da respiração nos ancora no presente e interrompe a atividade mental, ajudando a silenciar os pensamentos.

No idioma aramaico, assim como no hebraico, a mesma palavra — ruha no aramaico e ruach no hebraico — é usada para expressar espírito, vento, ar e respiração, como explica Neil Douglas-Klotz, autor do livro The Hidden Gospel (O Evangelho Oculto). Assim, a respiração é um elo fundamental com Deus.

Benefícios da respiração consciente

Uma respiração suave e profunda estimula o sistema nervoso parassimpático. Hormônios calmantes fluem pelo corpo. Eles acalmam emoções, sentimentos e pensamentos negativos, e você passa a respirar um pouco mais devagar e profundamente. Você começa a relaxar. — Danny Penman

O Dr. Danny Penman, autor do livro A Arte de Respirar, destaca que a respiração, naturalmente meditativa e sempre presente, é um recurso essencial para suavizar emoções, trazer clareza mental e estabelecer conexão com o momento presente.

E você, está consciente de sua respiração?

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Despertar espiritual

O despertar é uma mudança no estado de consciência que ocorre com a separação entre pensamento e consciência. No caso da maioria das pessoas, isto não é um acontecimento, mas um processo pelo qual elas passam. — Eckhart Tolle

Você já sentiu algo parecido?

  • Sente falta de algo em sua vida, mas não sabe explicar o quê?
  • Está sentindo falta daquela alegria e entusiasmo que tinha quando era mais jovem?
  • Está indeciso(a) sobre seus próximos passos?
  • Questiona profundamente os rumos que sua vida está tomando?

Se respondeu “sim” a alguma dessas perguntas, é possível que você esteja vivenciando uma transformação interior.

Mudança de mentalidade

As mudanças interiores ocorrem quando o modelo que temos do mundo já não faz sentido para nós. Elas costumam vir em etapas, como explicamos neste artigo.

Quando as mudanças externas deixam de trazer satisfação, é um sinal de que estamos começando a perceber tanto a nós mesmos quanto o mundo de uma forma mais profunda e consciente.

A dimensão espiritual

Com essa nova consciência, surge uma percepção mais sutil por trás de tudo que acontece no mundo material e mental. Exemplos dessa transformação incluem:

  • Observar os próprios pensamentos surgindo, como se a voz do diálogo interior tivesse se tornado mais evidente.
  • Sentir vontade de fazer pausas no meio dos afazeres para contemplar algo em você ou ao seu redor.
  • Notar coisas simples que antes passavam despercebidas, como uma flor ou um pôr do sol, de uma maneira diferente.

Propósito

Eckhart Tolle, autor do best-seller O Poder do Agora, explica que todos temos dois propósitos interligados. O propósito interior está relacionado ao despertar espiritual, ao “Ser”. Já o propósito exterior diz respeito ao que fazemos no dia a dia e pode mudar ao longo do tempo, conforme nossa jornada.

Momento presente

O despertar espiritual só pode acontecer no momento presente. Quando nos dedicamos plenamente ao que estamos fazendo no agora, estamos despertando. Esse alinhamento com o presente pode, eventualmente, nos conduzir a algo mais significativo e coerente com a nova consciência que estamos desenvolvendo. Até que isso aconteça, é essencial permanecer ancorado no agora e cultivar a dimensão espiritual do “Ser”.

Se este artigo ressoou com você, fica aqui o convite para participar da sessão Respirar e Ser.